Discurso do Papa aos alunos de escolas jesuítas 07/06/2013

DISCURSO
Audiência com estudantes das escolas jesuítas da Itália e da Albânia
Sala Paulo VI
Sexta-feira, 7 de junho de 2013
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos rapazes, queridos jovens!

Estou contente de receber-vos com as vossas famílias, os educadores e os amigos da grande família das Escolas dos Jesuítas italianos e da Albânia. A todos vós a minha afetuosa saudação: bem vindos! Com todos vocês me sinto verdadeiramente “em família”. E é motivo de particular alegria a coincidência deste nosso encontro com a solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

Gostaria de dizer a vocês antes de tudo uma coisa que se refere a Santo Inácio de Loyola, o nosso fundador. No outono de 1537, foi a Roma com o grupo de seus primeiros companheiros e se perguntou: se nos perguntarem quem somos, o que responderemos? Vem espontânea a resposta: “Diremos que somos a ‘Companhia de Jesus!’” (Fontes Narrativi Societatis Iesu, vol. 1, pp. 320-322). Um nome de desafio, que queria indicar um relacionamento de estreitíssima amizade, de afeto total por Jesus, de quem queriam seguir os passos. Por que contei este fato para vocês? Porque Santo Inácio e os seus companheiros entenderam que Jesus ensinava a eles como viver bem, como realizar uma existência que tenha um sentido profundo, que dê entusiasmo, alegria e esperança; entenderam que Jesus é um grande mestre de vida e um modelo de vida, e que não somente os ensinava, mas os convidava também a segui-Lo neste caminho.

Queridos rapazes, se agora eu perguntasse a vocês: por que vão à escola?, o que me responderiam? Provavelmente haveria muitas respostas segundo a sensibilidade de cada um. Mas penso que se poderia resumir tudo dizendo que a escola é um dos ambientes educativos no qual se cresce para aprender a viver, para transformar-se homens e mulheres adultos e maduros, capazes de caminhar, de percorrer o caminho da vida. Como a escola ajuda vocês a crescer? Ajuda vocês não somente no desenvolver a inteligência, mas para uma formação integral de todos os componentes da vossa personalidade.

Seguindo isso que nos ensina Santo Inácio, na escola o elemento principal é aprender a ser magnânimo. A magnanimidade: esta virtude do grande e do pequeno (Non coerceri maximo contineri minimo, divinum est), que nos faz olhar sempre o horizonte. O que quer dizer ser magnânimo? Quer dizer ter o coração grande, ter grandeza de alma, quer dizer ter grandes ideais, o desejo de realizar grandes coisas para responder àquilo que Deus nos pede, e propriamente para realizar bem as coisas de cada dia, todas as ações cotidianas, os compromissos, os encontros com as pessoas; fazer as coisas pequenas de cada dia com um coração grande aberto a Deus e aos outros. É importante então tratar a formação humana destinada à magnanimidade. A escola não amplia somente a vossa dimensão intelectual, mas também humana. E penso que, de modo particular as escolas dos Jesuítas são atentas a desenvolver as virtudes humanas: a lealdade, o respeito, a fidelidade, o compromisso. Gostaria de me debruçar sobre dois valores fundamentais: a liberdade e o serviço. Antes de tudo: sejam pessoas livres! O que quero dizer? Talvez se pense que liberdade seja fazer aquilo que se quer; ou aventurar-se em experiências-limite para experimentar a emoção e vencer o tédio.  Esta não é liberdade. Liberdade quer dizer saber refletir sobre aquilo que fazemos, saber avaliar aquilo que é bem e aquilo que é mal, aqueles que são os comportamentos que fazem crescer, quer dizer escolher sempre o bem. Nós somos livres para o bem. E nisto não há medo de andar contra a corrente, mesmo se não é fácil! Ser livre para escolher sempre o bem é desafiador, mas tornará vocês pessoas que tem a coluna dorsal forte, que sabem enfrentar a vida, pessoas com coragem e paciência (parresia e ypomoné). A segunda palavra é serviço. Nas vossas escolas, vocês participam de várias atividades que acostumam vocês a não se fecharem em vós mesmos ou no vosso pequeno mundo, mas a abrir-se aos outros, especialmente aos mais pobres e necessitados, a trabalhar para melhorar o mundo no qual vivemos. Sejam homens e mulheres com os outros e para os outros, aqueles verdadeiros campeões no serviço aos outros.

Para ser magnânimos com liberdade interior e espírito de serviço é necessária a formação espiritual. Queridos rapazes, queridos jovens, amem sempre mais Jesus Cristo! A vossa vida é uma resposta ao seu chamado e vocês serão felizes e construirão bem a vossa vida se souberem responder a este chamado. Sintam a presença do Senhor na vossa vida. Ele é próximo a cada um de vós como companheiro, como amigo, que sabe ajudar vocês e compreendê-los, encoraja vocês nos momentos difíceis e nunca vos abandona. Na oração, no diálogo com Ele, na leitura da Bíblia, descubram que Ele está realmente perto de vocês. E aprendam também a ler os sinais de Deus na vossa vida. Ele nos fala, também através dos fatos do nosso tempo e da nossa existência de cada dia; resta a nós escutá-Lo.

Não quero ser muito longo, mas uma palavra específica gostaria de dirigir também aos educadores: aos Jesuítas, aos professores, aos trabalhadores das vossas escolas e aos pais. Não percam a coragem diante das dificuldades que o desafio educacional apresenta! Educar não é uma profissão, mas uma atitude, um modo de ser; para educar é necessário sair de si mesmo e estar em meio aos jovens, acompanhá-los nas etapas de seu crescimento e estar ao seu lado. Dar a eles esperança, otimismo para o seu caminho no mundo. Ensiná-los a ver a beleza e a bondade da criação e do homem, que conserva sempre a marca do Criador. Mas, sobretudo, sejam testemunhas com a vossa vida daquilo que comunicam. Um educador – Jesuíta, professor, trabalhador, pais – transmite conhecimento, valores com as suas palavras, mas será incisivo sobre os rapazes se isso for acompanhado com o seu testemunho, com a sua coerência de vida. Sem coerência não é possível educar! Todos vocês são educadores, não há como delegar neste campo. A colaboração então em espírito de unidade e de comunidade entre os diversos componentes educativos é essencial e deve ser favorecida e alimentada. O colégio pode e deve ser um catalisador, ser lugar de encontro e de convergência de toda a comunidade educativa com o único objetivo de formar, ajudar a crescer como pessoas maduras, simples, competentes e honestas, que saibam amar com fidelidade, que saibam viver a vida como resposta à vocação de Deus, e a futura profissão como serviço à sociedade. Aos Jesuítas, então, gostaria de dizer que é importante alimentar o seu compromisso no campo educativo. As escolas são um instrumento precioso para dar suporte ao caminho da Igreja e de toda a sociedade. O campo educativo, então, não se limita à escola convencional. Encorajem-vos a procurar novas formas de educação não convencionais, segundo “as necessidades dos lugares, dos tempos e das pessoas”.

Enfim, uma saudação a todos os ex-alunos presentes, aos representantes das escolas italianas da Rede Fé e Alegria, que conheço bem pelo grande trabalho que realiza na América do Sul, especialmente entre as classes mais pobres. E uma saudação particular à delegação do Colégio albanês de Scutari, que depois dos longos anos de repressão, em 1994 retomou a sua atividade, acolhendo e educando rapazes católicos, ortodoxos, muçulmanos e também alguns alunos nascidos em contextos familiares agnósticos. Assim a escola transforma-se um lugar de diálogo e de sereno confronto, para promover atitudes de respeito, escuta, amizade e espírito de colaboração.

Queridos amigos, agradeço a todos por este encontro. Confio-vos à materna intercessão de Maria e vos acompanho com a minha benção: o Senhor está sempre próximo de vocês, levanta vocês das quedas e empurra vocês para crescer e fazer escolhas sempre mais altas “com grande alma e liberdade”, com magnanimidade. Ad Maiorem Dei Gloriam.

Com o nosso carinho e orações, Paulo e Maria José.
Coordenação da Pastoral Familiar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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