Dia 21 de Setembro – Dia Internacional da Paz. Que Paz?

A entrada da primavera nos faz contemplar melhor o forte azul do céu, o cheiro das flores, que começam a aparecer por toda a parte, a beleza do canto dos pássaros e outras maravilhas preparadas por Deus para nos presentear e encher a nossa vida de alegria. No entanto, milhões de pessoas no mundo, são privadas de contemplar as maravilhas feitas por Deus. Privadas pela forma mais infame e cruel da conduta do Ser desHumano: As guerras.

Infelizmente, não podemos comemorar o dia Internacional da Paz quando temos guerras em curso, pelo mundo, nos atingindo a alma todos os dias através dos noticiários, nos fazendo pensar e querer entender os motivos, as buscas por soluções, quais os interesses existem por traz de cada confronto, e no fim, chegamos à conclusão que guerra nenhuma tem motivo ou explicação, porque nada pode justificar a morte de milhares de pessoas inocentes. Resta-nos solidarizar, ajudar quando possível e quando impossível, com as nossas orações por aqueles que estão perdendo sua vida, sua família, seus bens.

Com esse tema, pedi a Irmã Osnilda Lima, fsp, da Revista Família, a quem conheci em um evento da Pascom, que nos escrevesse um artigo, já que ela tem larga experiência internacional, em particular no oriente médio, onde está acontecendo mais um episódio infame, pela disparidade de forças e números tão desproporcionais de vítimas civis, a guerra entre Israel e Gaza. Para nossa surpresa e alegria a irmã nos cedeu, em compartilhamento, uma reportagem que também está sendo publicada (na íntegra) na Revista Família Cristã deste mês.

Estamos publicando também uma entrevista de Thiago Santos a Victor Hugo Marques Waite, jovem da nossa paróquia, que está em missão de Paz na região.

Ana Clébia – Pascom

 

O massacre de inocentes na Faixa de Gaza evidencia que a violência na região é um dos maiores desafios para a paz entre Israel e Palestina

Um massacre na Faixa de Gaza, no território palestino, invadiu as manchetes e os olhos do Ocidente. Desde 8 de julho, início da Operação Limite Protetor comandada por Israel, e até o fechamento desta edição – 19 de agosto – 2.016 palestinos morreram, entre os quais 541 crianças, 250 mulheres e 95 idosos, e outros 10.196 foram feridos. Do outro lado, israelenses confirmaram que cinco dos 64 soldados mortos em combate foram vítimas do chamado “fogo amigo”. Além disso, foguetes lançados de Gaza mataram três civis em Israel. Os dados, porém, podem mudar, pois seguidos acordos de trégua são desrespeitados. Entidades internacionais, chefes de estado e a Organização das Nações Unidas (ONU) apontaram como criminosa e desproporcional a ação de Israel, que já destruiu 65 mil casas – gerando 460 mil deslocados – usinas de energia, rede de distribuição de água, sistema de esgoto, 150 fábricas, oficinas e centros de saúde.

Escolas da ONU em Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, onde famílias de refugiados palestinos se encontravam, também foram atacadas, e crianças, mortas. Mohamed al Jashef, de 10 anos, foi uma das vítimas, atingida quando saía da escola para comprar doces. Seu corpo foi colocado em um necrotério improvisado no consultório dentário da Clínica Kuwaití, de Rafah, que contava apenas com um freezer, emprestado de uma sorveteria. O exército israelense apenas admitiu que atirou contra “três terroristas”. O local onde o menino Mohamed foi assassinado estava habilitado como refúgio pela ONU e acolhia 2.700 civis palestinos dos quase 500 mil que perambulam por Gaza desde o início da ofensiva. Durante a operação, projéteis do exército ainda alcançaram diversos complexos da ONU e provocaram vítimas fatais.

Violações – Segundo o governo israelense, a decisão de iniciar uma incursão terrestre pela região teve o objetivo de desarmar militantes palestinos e destruir túneis construídos pelo grupo Hamas, que em árabe traz as letras iniciais de Movimento de Resistência Islâmica e denomina o mais influente grupo fundamentalista da Palestina, o qual controla Gaza. Os túneis seriam utilizados para realizar ataques contra Israel, que defende, também, o fim do lançamento de foguetes contra seu território e acusa os militantes palestinos de usar escudos humanos e realizar ataques a partir de áreas civis de Gaza. Os membros do Hamas negam. Afirmam que lançam foguetes contra Israel em legítima defesa, em retaliação à morte de partidários por soldados israelenses, e estão no direito de resistir à ocupação e ao bloqueio promovidos por Israel. Os túneis seriam a única forma para enviar produtos proibidos para Gaza, cujas fronteiras são controladas por Israel.

“Trata-se de um ato criminoso e de um ultraje moral por parte de Israel que constitui brutal violação à lei humanitária internacional”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Em conversa por telefone com o presidente de Israel, Reuven Rivlin, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil condena e condenará ataques a Israel e, da mesma forma, reprova o uso desproporcional da força em Gaza, que levou à morte centenas de civis. Ela reiterou a posição histórica do Brasil em todos os foros internacionais de defesa da coexistência entre Israel e Palestina, como dois Estados soberanos, viáveis economicamente e seguros.

Agressões – O fato é que a Palestina é hoje uma região dividida em dois territórios: Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) e a Faixa de Gaza. A distância entre eles é de cerca de 45 quilômetros. Originalmente, a área foi ocupada por Israel, que ainda controla as fronteiras. A Cisjordânia é governada pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), já reconhecida internacionalmente e cujo principal grupo, o Fatah, é laico. Já Gaza é atualmente controlada pelo Hamas, principal grupo islâmico palestino que nunca reconheceu os acordos assinados entre Israel e outras facções palestinas. Mas, como Gaza foi ocupada por Israel, seu exército não só mantém o controle de sua fronteira como restringe a circulação de serviços, mercadorias e pessoas, incluindo famílias como a do professor universitário Murad Qubba, sua mulher, Asmaa Alm, e os filhos, Abboud e Salma, de 4 e 8 anos, respectivamente.

Atualmente, a família vive no Arizona (Estados Unidos), sem autorização para voltar à Cisjordânia, um dos dois territórios palestinos cujas fronteiras são controladas por Israel. “As autoridades israelenses não permitem nossa permanência de onde veio meu marido. Este é o motivo que nos obrigou a vir para os EUA, para podermos manter a nossa família unida”, afirma Asmaa, que vê com horror a atual situação na Faixa de Gaza. “É uma agressão do Estado de Israel à população e à resistência palestinas, e o Hamas apenas tem respondido. Veja que 87% dos palestinos mortos são civis e 28%, crianças ou jovens com menos de 17 anos. E, por outro lado, todos os israelenses mortos eram soldados que estavam em Gaza”, desabafa.

A estudante Malaka Mohammed, de 23 anos, também está aflita com a falta de informações de amigos e familiares. Natural de Shijaia, leste de Gaza, área mais próxima às fronteiras israelenses, ela deixou seu país em setembro de 2013 e hoje mora em Londres, Inglaterra. “Meus pais e parentes estão em Gaza e soube que estão vivos, mas o que eles passaram foi indescritível. Meus irmãos e irmãs mais jovens continuam traumatizados. Eu ainda preciso chorar, não de fraqueza, mas de dor pelo que meus irmãos mais novos tiveram de suportar”, contou Malaka, que perdeu seu melhor amigo em um dos ataques.

É difícil para Malaka e para Asmaa – como de resto para qualquer um – se conformar com tal situação, antes de tudo considerada injusta. “O Hamas é um movimento político e de resistência nacional. Foi eleito democraticamente em 2006 com mais de 70% dos assentos no Conselho Legislativo Palestino. No entanto, Estados Unidos, Israel e muitos países ocidentais se recusaram a aceitar este resultado, impondo o cerco e um bloqueio apertado em Gaza como um castigo coletivo contra o povo e a sua escolha”, afirma a mãe de Abboud e Salma, que também critica a mídia ocidental que sempre tenta vincular o Hamas com movimentos extremistas islâmicos. “Definitivamente, esta é uma grande mentira e uma falsa propaganda”, argumenta.

 

Veja a seguir os principais motivos da discórdia entre palestinos e israelenses:

  • A demora na criação de um Estado palestino independente.
  • Jerusalém: Israel reivindica soberania sobre a cidade inteira (sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos) e afirma que a cidade é sua capital eterna e indivisível. A reivindicação não é reconhecida internacionalmente. Em 1967, durante a Guerra dos Seis dias, Israel ocupou o Setor Oriental de Jerusalém, e os palestinos reivindicam essa parte da cidade como capital.
  • Fronteiras: os palestinos exigem que seu futuro Estado seja delimitado pelas fronteiras anteriores há 4 de junho de 1967, antes do início da Guerra dos Seis Dias, o que incluiria Jerusalém Oriental. Israel rejeita.
  • Assentamentos: ilegais sob a lei internacional, mas construídos pelo governo israelense nos territórios ocupados após a guerra de 1967. Na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental há mais de meio milhão de colonos judeus.
  • Refugiados: a Organização para a Libertação da Palestina afirma que os 10,6 milhões de refugiados palestinos – metade dos quais registrados na ONU – têm o direito de voltar ao que é hoje Israel. Para Israel, permitir o retorno destruiria sua identidade como um Estado judeu.

Karla Maria
Revista Família Cristã
Edição Setembro 2014

 

MISSÃO DE PAZ

Victor Hugo fez o 27º EJC, está no movimento desde 2009, serviu e participou do grupo de coroinhas durante 7 anos coordenando o horário das 10h30, trabalhou no crisma em 2009 e 2010. É uma pessoa que ama a família, gosta de estar no convívio dos amigos da noiva e família. Está no Chipre, em Limassol, regressando para o Brasil.

Como você foi parar na missão de paz da ONU?

É uma longa história, estou na Marinha do Brasil  há sete anos e pude aprender e conhecer muitas coisas pelo mundo. Em 2011 depois de ter participado da JMJ Madrid fiz a missão de paz da ONU Minustah (Haiti Xlll), operação logística de três meses. Lá pude presenciar a dura realidade

de uma população sofrida e ver de perto a dificuldade de cada haitiano e sentir a pobreza daqueles irmãos.

Em 2013 fui selecionado duas vezes para compor a mission task force lebanon (missão das forças interinas das nações unidas do Líbano) chamada também de UNIFIL. Como a ONU parte sempre do princípio do voluntariado a primeira eu não quis fazer, era no período da JMJ Rio e tinha me preparado muito pra trabalhar e receber essa jornada de braços abertos então tive que rejeitar e deixar nas mãos de DEUS.

Em setembro veio o segundo convite. Tive que abrir mão de várias coisas para poder ir para a missão de paz no Líbano: abdicar do meu conforto, da minha família, minha noiva e amigos para poder ter essa outra experiência. Porém essa seria muito mais difícil, parti do Rio de Janeiro no dia 10 de dezembro de 2013.
Como foi viver a fé cristã em um pais desconhecido?

Bem, essa parte é complicada, o Libano é um dos países árabes que ainda aceita a nossa fé cristã. O Líbano é dividido entre cristãos (católicos apostólicos romanos, igreja apostólica maronitas que é a igreja católica de rito oriental e igreja apostolica armenia ambas reconhecidas pelo vaticano) e muçulmanos  (xiitas e sunitas em guerra).

No nosso navio, foi embarcado para missão um capelão, porém não era sempre que podia ter missa a bordo do nosso belonave (navio de guerra) e os ritos maronitas e armênios são muito diferentes do nosso rito apostólico romano. Enfim tive muitas dificuldades, principalmente de participar das missas nas igrejas, infelizmente essa não era à minha missão naquele país.

Quanto tempo você ficou no Líbano? O que você achou de mais diferente? O que mais te chocou?

No começo sabia que a missão seria até 30 agosto de 2014, mas infelizmente prolongaram a nossa missão para até 27 de setembro (chegada no RJ) totalizando quase 10 meses de missão. Desses 10 meses de missão, por estar em um clima e local mais instável do mundo optei em não me arriscar, conheci alguns lugares, mas não muitos. Achei algumas diferenças nas igrejas, tanto dentro e fora, existe todo um aparato de segurança nas igrejas (tanques, metralhadoras, e muito gente armada do exército libanês) isso por que, antes da guerra entre os muçulmanos xiitas e sunitas, os cristãos eram mortos e igrejas eram explodidas. Fora a nossa rotina de andar na rua e desconfiar a todo momento de alguma coisa, o que mais me chocou foi ter trabalhado até tarde numa Sexta-Feira Santa e não tê-la vivido como antes. Nessa sexta eu sai do trabalho às 21hs estressado com a vida, com a rotina, com a pressão do trabalho árduo, sem me dá conta que estava numa Sexta Feira Santa ao lado de onde foi derramado o sangue do nosso senhor Jesus Cristo. Quando realmente me dei conta já eram 22hs. Foi onde eu parei, rezei, pela crucificação de Cristo e pedi discernimento pelas minhas ações.

 

Então, não havia como professar a fé e rezar?

Na vida militar é muito difícil de você associar os dois, você não pode e não deve julgar o seu ” campanha” por ele ser de outra religião, o próprio capelão é mais militar do que um líder religioso. Ele não tem autonomia para celebrar a Missa todo domingo, sem ter que pedir autorização do comando. Mas isso não quer dizer que ele não possa estar professando sua fé e rezando, no particular. Quanto a mim, coloquei meu terço de São Bento na cama, e sempre que tinha disposição e tempo, rezava.

O que você trás dessa experiência para a sua vida? E para a sua vivência na igreja?

Experiência de vida única, que só a minha família saberá por completo. Algumas que não posso contar… Foi muito difícil, dolorido, a cada foto postada nas redes sociais pode ter certeza que por trás teve muito sangue, suor e saudades da família e principalmente sentir falta da minha paróquia da minha igreja apostólica romana. Em relação a vivência tomei e só confirmo ainda mais esse testemunho que tive de um palestino na JMJ Madrid onde ele disse “gostaria de ser livre e professar a Cristo como vocês no Brasil professam, no meu pais tenho que ler a Bíblia escondido e participar das missas no porão para não ser morto” isso sempre levarei comigo por que aqui no Oriente Médio isso é real.

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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