DATA MÁXIMA DA CRISTANDADE?
Queridos irmãos leitores, com a graça de Deus nos aproximamos do final de ano, e como sempre já se começa a falar em Natal: DATA MÁXIMA DA CRISTANDADE? Poderíamos dizer que é a data máxima da fraternidade, pois esta ocorre no meio das famílias e nos ambientes de trabalho. Reparem que não só o amigo é oculto. O Menino Jesus fica sempre oculto. O presépio é substituído por bolas metálicas coloridas e por árvores esquias e sofisticadas. Nesta festa, o menino Jesus fica como coadjuvante.
O artista principal é o Papai Noel e as participações especiais ficam por conta dos seguintes personagens: peru, castanhas, rabanadas, nozes, etc, etc... Realmente a fraternidade é esbanjada nesta época do ano. Seria o caso de perguntarmos: Porque só nesta época ? Nós seres humanos católicos somos muitos falhos na fraternidade. Ser fraterno é ser amável, amigo e solidário em qualquer circunstância, principalmente nas horas amargas e difíceis, como no caso de doenças e/ou morte. Por falar em morte, perdemos no inicio de outubro próximo passado, nosso irmão Nicolau. Braço direito do Pe. Sebastião na administração financeira da nossa Paróquia. Ele e a esposa também falecida Alcina participaram do E.C.C, em S.Paulo com o Pe. Affonso Pastore (Fundador deste movimento). Pontual dedicado e assíduo, nosso irmão Nicolau foi um dos baluartes na construção do Loretão e do CEPAR. Vejam queridos irmãos leitores, a prova inequívoca da omissão, pois na Missa de 7º dia do saudoso irmão, apenas 10 pessoas da nossa Paróquia estiveram presentes. Nicolau, realmente foi esquecido e abandonado por nós, que não o visitamos nem lhe demos o apoio e o carinho que tanto necessitou durante sua enfermidade.
Saibam que precisamos nos redimir, sendo mais fraternos e solidários, lembrando que um dia precisaremos dos irmãos ao redor do nosso leito dando-nos forças e coragem para superar as doenças, aliás, inevitáveis ao atingirmos determinada idade.
Precisamos estar presentes também nas horas de dor e tristeza, principalmente com irmãos, os quais convivemos na nossa caminhada religiosa, na frequência à Santa Missa e nos demais eventos da nossa Paróquia. Q saudoso irmão Althayr (da Regina), nos dizia sempre em suas palestras " Não temos pastoreio. Se alguém se ausenta do nosso convívio, não nos importamos e nem nos interessamos em procurá-lo e dar-lhe o apoio necessário, principalmente no caso de doença e/ou dificuldades financeiras.
Simplesmente nos limitamos a comentar: “ É fulano está sumido " e fica por isso mesmo. Neste caso fica a pergunta .Onde está o trabalho da Pastoral da Saúde? e do Ministério do Acolhimento? Será que esta só têm a atribuição de entregar o folheto da Missa ? É difícil acreditar!! O quadro se torna mais grave, quando o “sumido” pertence a alguma pastoral. Fala-se tanto em Círculo Bíblico. Claro que é importante, mas com FRATERNIDADE e amor ao próximo. Ler o evangelho como se fosse livro de história, não nos levará a lugar nenhum. A palavra de Deus precisa ser lida e praticada. O trabalho dos coordenadores de qualquer equipe e/ou pastoral, se dignifica quando há pastoreio. Vejam queridos irmãos, o evangelho de João cap15,11-13 " Este é o meu mandamento , amai-vos uns aos outros assim como eu vos tenho amado." Que os sinos de Natal e a presença do Menino Jesus no presépio, nos ajude a meditar, mudar nosso comportamento para sermos mais solidários e fraternos hoje, amanhã e sempre.
Finalizando, gostaria de agradecer o apoio e a fiel leitura desta coluna e ao nosso " O MENSAGEIRO ". Desejo a todos um Natal bastante feliz e que o Ano Novo seja pleno de muita paz, saúde, prosperidade e com fraternidade acima de tudo, no amparo, apoio e ajuda aos irmãos necessitados e/ou afastados da Igreja.
Zamoura (Da Diva) (15º E.C.C)
zamouraediva@oi.com.br
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