A palavra presépio significa estrebaria, manjedoura para animais.
Nosso Senhor Jesus Cristo ao nascer na gruta de Belém, foi envolto em faixas e colocado sobre uma manjedoura de palha.
É o Presépio.
No presépio encontramos outras personagens, mas o centro é o Menino Jesus, que é Deus e Salvador.
O menino Jesus é uma criancinha, frágil como as criancinhas recém-nascidas. Uma criancinha que precisa do auxilio das criaturas que têm frio e fome.
No presépio, junto a manjedoura, velando o primeiro sono de seu divino Filho, vemos Nossa Senhora. Ela é a mulher do presépio.
Este papel exalta Maria? Toda a sua grandeza é ter sido escolhida para Mãe de Deus. Todo o seu poder está em seu Filho, recém nascido. Por si mesma, ela nada pode sendo a mais desprovida das criaturas e das servas a mais pobre, na medida em que, cheia de graça ela conhece mais exatamente seu estado de criatura.
No presépio encontramos o Menino com sua Mãe. Neste lugar, Maria é aquela que restabelece em toda a sua profundidade feminina, a natureza de notícia Alegre, de Boa Nova, que Eva havia perdido. Maria transpira alegria, ao transformar em festa a aridez da estrebaria, iluminada pelo nascimento da criança. Eis o anúncio da grande alegria: “ Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor, da cidade de Davi”. (Lc 2,11). O temor, a insegurança, a exclusão, a angústia foram afugentados pelo fato de que o centro do mistério do Presépio é o Menino. “Não tenhais medo!” (Lc 2,10).
Na estrebaria a presença de Maria se acha impregnada pelo gozo, devido a uma ação do Espírito Santo. Esta alegria significa “espera cheia de esperança do cumprimento final das promessas”.
Ela se associa à alegria do Mistério e exerce a sua maternidade, envolvendo a criança com faixas e reclinando-a numa manjedoura. (Lc 2,7).
Ao ver Maria no Presépio empolga-nos um desejo de sermos seus filhos pequeninos, para termos a sua proteção e o seu carinho maternal, porque se os tivermos, de nada mais precisaremos na Terra.
A cena do presépio é a mais humana que se possa imaginar. Em cada Natal, Maria é a mulher que nunca deixa o presépio ser monótono. Em cada Natal, gostamos mais do nosso Presépio!
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