Meus estimados irmãos (as) estamos entrando em um momento muito importante para nós cristãos. Neste mês temos vários momentos importantes para nossa Igreja Católica e para nossa Paróquia.
Em primeiro lugar estamos entrando no advento, e nosso ano litúrgico começa com o tempo do advento. E a palavra advento vem do latim adventus chegada. Corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal. As quatro semanas são um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus. Este foi o maior acontecimento da história da humanidade (Salmos): o verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus.
Esse acontecimento precisa ser preparado e celebrado cada ano. Nessas quatro semanas de preparação, somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e que vem no final dos tempos.
Nas duas primeiras semanas do advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Um dia, o Senhor voltará para colocar um fim na história humana, mas o nosso encontro com Ele também está marcado para logo após a morte.
Nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nós nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém. Os profetas anunciam esse acontecimento com riqueza de detalhes: nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi, seu reino não terá fim... Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.
“O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.”
Quando o ano está chegando ao fim, começa o tempo de expectativa para a comemoração da primeira vinda do nosso Senhor Jesus Cristo. Mas não devemos esquecer que também quanto ao Plano de Salvação, encontramo-nos no tempo do advento, atualmente mais do que nunca.
Estamos hoje no período em que rumamos claramente em direção ao dia da segunda vinda do Senhor. Bem-aventurados aqueles que vivem conscientemente também neste tempo do advento do Plano de Salvação, pois o Senhor diz deles: “Bem-aventurados aqueles servos a quem o Senhor, quando vier encontre-os, vigilantes. Em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá” (Lc 12,37). Que palavra grandiosa!
Na verdade o que faz o advento ser tão esperado é o tempo da alegria antecipada, o tempo da espera, o tempo da preparação.
Meus estimados irmãos (as), Natal, que palavra linda, que lembrança maravilhosa, que acontecimento extraordinário, “e o verbo se fez carne e habitou...” (Jo 1,14), e continua habitando entre nós. O Senhor disse: “Eis que estou convosco todos os dias...” (Mt 28,20), mas infelizmente percebemos que cada ano torna-se cada vez mais confuso compreendermos o sentido do Natal. O Natal para muita gente está cada vez mais sendo esquecido em detrimento dos novos personagens que compõem esta nova história: papai Noel, mamãe Noel, luzes, enfeites, presentes, comércio, banquetes... Então demos conta que no nascimento de Jesus, o Cristo, as circunstâncias também não eram diferentes... O fato que mudou a história da humanidade aconteceu na periferia de uma pequena vila e as personagens mais próximas eram pastores de ovelhas, e alguns misteriosos reis do oriente. Nada de opulência! Nada de Luzes! Nada de enfeites! Havia presente sim! O mais importante dos presentes.
Aliás, o único que o aniversariante continuará esperando dos seres humanos: o louvor.
Daqui a pouco irmãos ouviremos: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2,14). Natal, então irmãos, é termos a certeza que: Jesus nasceu! Seu nascimento é motivo de louvor, porque Ele é o Sacerdote que representa e intercede por todos os seres humanos da face da terra, em todas as eras, em todas os lugares, em todo tempo, oferecendo-lhes gratuitamente o perdão dos pecados e a vida eterna. Jesus merece todo louvor porque é rei. Jesus é o Rei cujo reino está dentro dos corações dos que confessam sua majestade e dão crédito as suas palavras de vida, poder, graça e amor (Mt 17,21). Contudo, Jesus também recebeu de presente a mirra.
Perfume utilizado nos rituais pós-morte, no nascimento de Jesus, presumia-se a sua morte! O Sacerdote é ao mesmo tempo o próprio sacrifício; e no seu sacrifício, o rei estende seu Reino Eterno sobre todas as criaturas, línguas e nações... (Ap 5,9).
É meus irmãos (as), Natal, é isto: amar, abraçar, perdoar, ser solidário, cantar Noite Feliz com o coração transbordando de amor e esperança, acreditando que o mundo será iluminado pelo Menino Jesus. Aquele que fará com que todos os joelhos se dobrem.
Nestes últimos dias do ano deixemos de lado tudo que é velho e abracemos Cristo Jesus, caminho verdade e vida. Que todos nós possamos cantar: “Este ano quero paz no meu coração, quem quiser ser meu amigo, que me dê a mão. O tempo passa e com ele caminhamos todos juntos sem parar, nossos passos pelo chão vão ficar; marcas do que se foi, sonhos que vamos ter, como todo dia nasce, novo em cada amanhecer...”
Tudo de bom meus amados irmãos, perdão pelas minhas limitações e falhas; que Deus lhes abençoem sempre e os iluminem. Espero poder continuar juntos, se for da vontade de Deus, obrigado por tudo mesmo, contem sempre com as minhas pobres, humildes, mas sinceras orações:
Boas festas!
Minha Benção Sacerdotal e meu abraço em Cristo Jesus;
Pe. Francisco de Assis Maria Leite - CRSP
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