Em quantas Marias,
Em tantos Josés,
A humanidade continua
Grávida de Deus,
Ao relento,
Ao vento,
Advento...
À espera de que, enfim,
Pequenino,
Nos nasça o Menino
O parto, mais que natural,
É cotidiano.
E ele espera para nascer,
Mais que nove meses,
Tantas vezes
Em palavras que estão por se dizer,
Em gestos a fazer,
Em pessoas a acolher,
Em perdão,
Na Belém de cada coração.
Em muito "Sim",
Em alguns "Nãos",
Enfim,
Na ativa contemplação de quem se descobre,
Louvor e Serviço,
Prece e compromisso,
Dança,
Mudança,
E de novo,
E sempre,
Criança!
Eduardo Machado do Jornal Opinião |