Do Advento
Queridos irmãos leitores, por incrível que pareça e com uma velocidade imperceptível estamos nós com muita alegria, vivendo o TEMPO DO ADVENTO. Aliás, como acontece em todo ano, muitos irmãos começam a se preocupar com o preço da castanha, com os assados, onde preparar a ceia, o que comprar, quem convidar, se vai dar tempo ou não de ir à Missa, a decoração da casa, a árvore de Natal, a compra dos presentes e da roupa nova, a preparação da brincadeira do AMIGO OCULTO.
Em suma, muitos preparativos, muita badalação. Tudo bem, mas ficam duas perguntas:
Onde fica o presépio com o Menino Jesus ? E a novena de Natal?
Graças a Deus há o lado bom em tudo isso, pois é justamente nesta época do ano, que aflora nos irmãos o impulso da caridade e do amor ao próximo: roupas e brinquedos são doados, creches e orfanatos são visitados. Cestas básicas são distribuídas e a caridade é praticada em toda a sua plenitude. Pena que isso tudo só aconteça em dezembro. Ainda bem que não é o caso da Ação Social Nossa Senhora de Loreto, nem da Casa de Betânia, que praticam a caridade e ajudam aos pobres ininterruptamente de janeiro a janeiro. Neste TEMPO DO ADVENTO somos todos contagiados pelo poder da mídia, que nos conduz e quase nos obriga a seguir dois caminhos : supermercados e shoppings. Não há dúvida de que o Natal é a alegria das crianças, cujos pais valorizam mais a figura do Papai Noel do que a do Menino Jesus.
As próprias lojas se preocupam em mostrar mais o de vermelho e das botas pretas, do que o menino despido na manjedoura. Se refletirmos bem, chegaremos à conclusão que pouco interessa às crianças ver um menino num bercinho. Claro que ver o Papai Noel com aquele saco cheio de brinquedos é bem mais agradável.
Claro que estamos nos referindo às crianças, cujas famílias não são católicas praticantes. Por falar em bercinho, lembro-me de uma paródia baseada na música parabéns pra você, feita pelo Diácono José Caseira: Parabéns pra Você / que nasceu pobrezinho/ dou-lhe meu coração/ para ser seu bercinho.
Vivamos plenamente o tempo do Advento, com alegria, muita paz e reconciliação, sem exageros e com moderação no consumismo e na gula. Aos queridos leitores desta coluna, desejo um Natal muito feliz, com muita paz e bastante união fraterna com os familiares, parentes e amigos, Aproveito também para desejar um Ano Novo repleto de muita prosperidade e crescimento espiritual.
Que façamos em 2.008 tudo que não foi possível fazer em 2007.
Gostaria de pedir desculpas aos leitores desta coluna, se em algum dos nossos artigos desagradamos alguns. Nossos temas são simples e objetivos e visam incentivar comportamentos e conversões. Realmente, nos empolgamos quando escrevemos em defesa de tudo que se refere à nossa Igreja, e em especial à nossa Paróquia. Afinal, há muito a realizar, e nós leigos, temos que assumir nosso papel de cristãos autênticos, colaborando e nos doando da melhor forma possível. Realmente o movimento de fiéis, jovens e religiosos é muito grande em nossa Paróquia. Nosso Loretão vive lotado em todas as missas dominicais, por outro lado, são poucos os que se dedicam ao trabalho pastoral, quase sempre os mesmos. Nosso Pároco tem enorme dificuldade na montagem de uma equipe de dirigentes e coordenadores dos diversos movimentos. A desculpa é sempre a mesma NÃO TENHO TEMPO. Recordo-me que durante certa homilia, numa missa dominical, Pe. Francisco disse em alto e bom som : " Ninguém tem tempo para se dedicar à Igreja, no entanto perdem horas e horas navegando na Internet com inutilidades ou futilidades. Ao concluirmos, desejamos que neste TEMPO DE ADVENTO, façamos uma reflexão e abramos nossos pensamentos e nossos corações, procurando entender o que Jesus quer de nós, colocando-nos ao seu dispor, dando menor valor às coisas materiais.
Louvores e Glória a Deus
Zamoura (Da Diva) 15° E.C.C |