: : : O  M E N S A G E I R O : : :
Clique Aqui para ouvir o som|  Rio de Janeiro,
N. Senhora de Loreto
Na Antártida
Histórico do Santuário
Hino e Oração
Missa Própria
Angelus
Expediente Paroquial
Atividades Pastorais
Calendário Geral
O Mensageiro
Fotos
Figuras
Fundo de Tela
Casa da Betânia
CEPAR

Temas Bíblicos|DEZEMBRO

Cristologia - Introdução II

Deus que se revelou a Israel a partir da vocação de Abraão, que, pela história do seu povo nos fez entender qual é a condição em que se encontra toda e cada criatura e que pela profecia nos anunciou um Redentor, "nos últimos tempos, que são os nossos, nos falou pelo Filho, que é o herdeiro, pelo qual fez os séculos.
Resplendor da sua Glória e Expressão do seu Ser sustenta com a sua palavra o universo" (Hb 1,1-3). A condição divina d´ Aquele que se apresenta segundo a condição humana é a surpreendente realidade que nos obriga a criar uma Cristologia que responde à seguinte questão: quem é Jesus de Nazaré que, enquanto, segundo a linha profética, à qual se liga pelo testemunho de João Batista, prova ser o Messias, se revela de condição divina pela sua Ressurreição, que sela a sua Morte como imolação redentora? Foi segundo esta linha de raciocínio que procedeu a reflexão apostólica a partir da tumba vazia. Isto nos é ensinado pelo próprio Evangelho do domingo da Ressurreição. Vemos que o discípulo que ama chega mais depressa à fé, enquanto é seguido por todos os outros que, depois de ter renegado o Cristo na sua Paixão, embora ela fosse exatamente uma das últimas realizações das Escrituras em Jesus, após ter-se revelado Profeta e Messias, voltam a amá-lo. Retomam o caminho da fé que tinham abandonado ao ver o Messias sucumbir diante dos seus inimigos e começam a amadurecer, meditando as Escrituras: realmente o Cristo devia sofrer para entrar na Glória. Estamos diante da seqüência dos evangelhos dos domingos depois da Páscoa. Os Apóstolos perscrutam as Escrituras, exatamente da forma que o Senhor ressuscitado lhes ensina, seja aparecendo aos discípulos de Emaús como a eles mesmos reunidos no cenáculo. Corrigem então o seu messianismo terreno e começam a encontrar o pleno sentido do Reino de Jesus. Diante da condição divina do seu Mestre que se revelava na sua ressurreição, entendem todo o peso do seu ensinamento profético. Jesus veio levar à perfeição a própria Lei que, numa outra teofania, o Deus único e verdadeiro tinha ditado a Israel no Monte Sinai. Desta vez a revelação ocorre de forma definitiva. As Escrituras que servem para meditar sobre a Morte e a Ressurreição do Messias, à luz a Divindade de Jesus, que fulgura na sua ressurreição, adquirem seu sentido pleno: Jesus é o Adão novo do qual o Adão antigo era figura.
Enquanto podíamos dizer com Paulo, mas só por alegoria, que todos morremos em Adão, nos referindo ao Adão de Gn 3, devemos dizer, mas desta vez de forma real, que todos, em Cristo têm a vida. A Descendência da Mulher, realmente, esmaga a cabeça da serpente e o Mal é definitivamente vencido porque Jesus é de condição divina; o Emanuel anunciado por Is 7,14 é uma presença real de Deus no meio dos homens porque a sua Palavra se fez carne. Por esta última verdade chegamos àquilo que a Encarnação traz de totalmente novo: o mistério da Vida Trinitária em Deus.

A reflexão apostólica sobre as Escrituras acaba criando vocábulos teológicos mediante a transformação interna do conteúdo das figuras sugeridas pela Profecia, à luz da condição divina de Jesus, revelada pela sua Ressurreição.

Grandiosa era a visão que a Profecia tinha apresentado enquanto Deus, pedagogicamente, preparava a vinda do Redentor. Mas ainda faltava ser conhecida em todo o seu esplendor porque não era iluminada pela luz da divindade daquele que a mesma anunciava. Agora, como diz São Paulo aos Romanos, estamos diante do Senhor Jesus Cristo que, segundo a Profecia é o Evangelho de Deus anunciado, enquanto, na sua Pessoa é o Evangelho realizado, e que, pela Igreja, é o Evangelho proclamado. Não é algo de grandioso somente porque nos traz a salvação. É grandioso, também, e, sobretudo, porque revela o Plano sapientíssimo do Pai e toda a santidade com que age o Filho de Deus.

Deus que é a Caridade, isto é Vida Trinitária, quer, para as suas criaturas, o máximo da realização da qual são capazes. São Paulo fala de uma glorificação de toda a criação atrelada à glorificação do homem. Conseqüentemente, Deus canaliza todo o seu Poder e Sabedoria para alcançar o seu objetivo que visa à divinização o homem. O amor de Deus resplandece ainda mais quando, diante da rebeldia do homem ele é chamado a agir na Misericórdia. A expressão máxima do amor misericordioso do nosso Deus é a Encarnação pela qual a Palavra que se fez carne vem nos visitar, colocando a sua tenda entre nós. O Plano de Deus contempla uma reconciliação mediante uma justificação. Mas é exatamente o contexto da redenção que nos dá a oportunidade de ver toda a riqueza da Sabedoria de Deus através do seu Mistério que é Cristo em nós esperança da Glória.

Perguntas para uma reflexão:

1ª) Quais são as primeiras descobertas da Igreja apostólica que aprofundam sua fé no Senhor ressuscitado?

2ª) Além da salvação, quais são os outros valores que nos são participados em Jesus?

3ª) Por que a Misericórdia é a expressão máxima da Caridade divina?

Pe. Fernando Capra/CRSP
 
 
VEJA NO MÊS DE DEZEMBRO/2005:

- Página 01
- Página 02
- Página 03
- Página 04
- Página 05 e 06
- Página 07
- Página 08 e 09
- Página 10
- Página 11 e 12
- Página 13
- Página 14
- Página 15
- Página 16

      Convites

 
cf2008

"Buscai primeiro o Reino de Deus e tudo mais vos será acrescentado".
Qual a sua preferência na escolha do tempo que você gasta?
Para Família
Para o Trabalho
Para Deus

Resultado Parcial
Enquetes Anteriores
JAN


JAN FEV
JAN FEV
JAN
JAN
JAN
JAN
Recebemos Pedidos de Oração para serem colocados no altar do Santuário
HTMLcounter.com!