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Natal. Presépios, luzes, cores. Árvores enfeitadas.
Desejos de boas festas, cantos, ceias em família. Compras,
presentes.
Um natal consumista? Ou farra folia, uma festa pagã?
Para alguns, mais um dia triste, mais uma noite de estômago
vazio...
Como festejar mais um Natal?
Talvez não festejando mais um Natal, mas fazendo com que
seja o primeiro, aquele que encanta e fica na memória para
sempre.
Foi na noite do primeiríssimo Natal que ressoou o anúncio:
" Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na
terra aos homens que ele ama!..."
Natal, a festa da paz. Sim, a paz mundial é possível.
Mas é o resultado da paz entre os indivíduos. Para
fazer a minha parte basta um pouco de boa vontade. É só
procurar a pessoa com quem estou de relações rompidas...
e propor a reconciliação. Exige coragem e muita humildade.
Mas quem já experimentou a alegria conseqüente, sabe
que vale a pena!
Natal é a festa da família, pois é a festa
da Sagrada Família. Para não perder a esperança
de que ainda é possível salvar a família, basta
modelar as famílias segundo aquele protótipo, a Família
de Nazaré. Criar espaços para reforçar a unidade
familiar, partilhando mais profundamente as alegrias e dificuldades.
Natal, a festa da fraternidade. Tempo ideal para atuar os grandes
valores da convivência humana: confiança, solidariedade,
comunhão de bens... Ocasiões não faltam: convidar
para os festejos alguém que nunca teve ocasião de
festejar, visitar alguém que mora só, um conhecido
doente, um hospital, uma casa de órfãos ou de velhinhos:
basta levar um pouquinho de amor.
Natal, a festa da unidade: aquele menino que festejamos veio à
terra "para que todos sejam um". Por isso podemos acreditar
na unidade entre gerações, entre as categorias sociais,
entre as raças, entre os cristãos separados, entre
fiéis de religiões diferentes, entre os povos. Jesus
sonhou não menos do que isso. E se ele estiver entre nós,
o Natal será perene e a unidade se fará.
Diz Chiara Lubich : " Aproxima-se o Natal. Vivamo-lo como se
fosse o primeiro e o mais belo Natal... Que Jesus Menino nos indique
as virtudes que sustentam e nutrem a caridade: a humildade, a pobreza,
o esquecimento de si ...Coragem, então! Vamos em frente.
O mundo é de quem ama, de quem melhor sabe demonstrar o amor".
Schneider
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