Betânia se prepara para início das obras com lançamento
da pedra fundamental
Com o lançamento da Pedra Fundamental prevista para 11 de dezembro,
Betânia (ASAB) marcará o início da tão
aguardada obra dos alojamentos de seus assistidos.
O lançamento da Pedra Fundamental está sendo organizado
por uma comissão de colaboradores. A programação
que conta com a presença do Cardeal D. Eusébio Scheid,
Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, será às
16h do dia 11 de dezembro.
Toda a comunidade de Loreto está convidada, os contribuintes
de carnês, os associados, os voluntários e colaboradores.
O evento será um marco na história de Betânia,
é o coroamento de um esforço de quatro anos da Irmã
Elci criadora do projeto de assistência à população
em situação de rua, seus voluntários e a Diretoria.
A esse esforço se somam as contribuições daqueles
que de alguma forma ajudam Betânia com carnês, mensalidades
ou doações.
Com os projetos concluídos, coordenados por João Luis
e com um ano e três meses da campanha "Construindo Solidariedade",
Betânia se prepara para dar um passo decisivo em seu planejamento.
Construir um prédio com alojamentos dignos para todos os seus
assistidos sempre foi uma aspiração e um sonho de Irmã
Elci e sua equipe. Com o apoio da comunidade, a elaboração
dos projetos, a aprovação na Prefeitura e a captação
de algum recurso vai ser possível dar início à
obra. "Contamos com a solidariedade da comunidade para dar início
e continuamos a contar com ela para dar continuidade à construção",
disse Irmã Elci.
As cartasconvite para as empreiteiras já foram enviadas. Até
20 de novembro elas deverão apresentar suas propostas. E, a
partir daí, uma Comissão escolherá a vencedora
que terá a responsabilidade de iniciar a construção.
A programação da obra prevê 6 etapas de construção
tendo como ponto de partida a movimentação de terra
para criação de platôs que receberão as
fundações do prédio. O projeto é do arquiteto
João Luis Pereira conhecido paroquiano do Loreto.
Irmã Elci espera que empresas queiram ter seus nomes agregados
ao de Betânia e a esse grande projeto social ao contribuir para
o progresso da obra. Para isso, dispõe de um projeto social
pronto com o detalhamento dos custos e das metas a alcançar,
para apresentar às empresas. " Agora é a vez das
empresas da região e da cidade aderirem também a esse
grande esforço comunitário", completou.
O QUE É A PEDRA FUNDAMENTAL ?
Tradicionalmente, se criou o hábito de lançar o que
vem sendo chamado de " pedra fundamental " toda vez que
se quis marcar com um símbolo o dia em que uma grande obra
era iniciada. É um ato simbólico. Seu nome se prende
à existência, nos primórdios, de uma primeira
pedra que se colocava na base da fundação (fundamental)
da construção de um palácio ou muro de uma
cidade.
Hoje, os métodos construtivos não são assim.
Mas se manteve a tradição. Nos primórdios se
esculpia na grande pedra fundamental o nome do nobre proprietário,
do construtor, a data. Hoje isso tudo é substituído
por uma caixa ou um recipiente lacrado onde são colocadas
a cópia do projeto, jornais do dia, moedas do ano, pergaminho
com assinaturas das pessoas responsáveis ou envolvidas na
construção.
Com este procedimento, simbolicamente, se deseja "eternizar"
aquele importante momento. Daqui a algumas centenas de anos, quando
uma reforma ou a demolição ocorrer, a "pedra"
será descoberta, desenterrada e as pessoas daquele tempo
terão um vínculo com o passado distante quando a construção,
então em demolição, se iniciava.
A este motivo simbólico se soma a intenção
de que, mesmo centenas de anos depois, seja revivida a forte emoção
que envolveu a todos, no momento de seu lançamento.
Junto com o objeto estão indo as orações e
as bênçãos para que a obra se desenvolva de
forma tranqüila, harmoniosa, sem conflitos e acidentes. A pedra
enterrada bem fundo sob o futuro prédio estará encharcada
de amor, esperança e confiança na certeza de que o
prédio que ali nascerá trará alegria, paz e
a esperança por novos caminhos em direção à
reintegração desses nossos irmãos desfavorecidos.
BETÂNIA NÃO PÁRA
Quatro anos já se passaram desde que aqui chegou, pela primeira
vez, uma irmãzinha magrinha e alta, com sotaque sulista e
um projeto na mão.
Poucos acreditavam , naquela época, que uma religiosa tão
franzina pudesse "tocar" um projeto tão complexo
como aquele que ela propunha: assistir à população
de rua
Ninguém poderia prever que em quatro anos ela não
só iniciaria o seu projeto, receberia centenas de necessitados,
montaria uma casa, um centro de convivência como gosta de
chamar, teria dezenas de voluntários, a grande maioria do
Loreto, dezenas de colaboradores de inúmeros bairros da cidade,
mas também estaria prestes a erguer um prédio para
atender melhor aqueles assistidos. Como muitos dizem: "Essa
freirinha é de lascar. Ninguém a segura! "
De fato, sua determinação é invejável.
E graças a este espírito empreendedor, encharcado
da inspiração do Espírito Santo, ela não
só ergueu Betânia, hoje uma referência quando
se fala em atendimento a população de rua - como avançou
em outras direções.
Surgiram outros projetos, como a Betânia Feminina, em Vila
Isabel, a Rede de Atendimento à População em
Situação de Rua (com outros parceiros) em Benfica
e o mais recente deles, um sítio em Santíssimo, denominado
Betânia Jesus Mestre, que será uma referência
na recuperação de dependentes químicos.
Irmã Elci e Betânia não param. E, com a graça
de Deus, a obra vai sendo feita.
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