Catequese Especial

Nesta edição, iremos falar sobre uma importante Pastoral, que vamos chamar de mais do que ESPECIAL, pois as pessoas que ela introduz na vida cristã, às vezes, tem um jeito próprio de ver o mundo. Um jeitinho todo especial de viver e entender a vida.

Entrevistamos dois membros da Catequese Especial da Paróquia Nossa Senhora de Loreto, a Emília e a Rita, que nos encheram de emoção ao falar de suas experiências lindas e mostrar esse universo que é cheio de amor e carinho.

  • Como se iniciou a história da introdução da Catequese Especial?

Começou como um grão de mostarda, pequenino, quase oculto aos olhos do mundo. Deus costuma suscitar pessoas especiais, que percebendo as necessidades dos tempos, corajosa e humildemente dedicam-se de corpo e alma a esta ou aquela causa.

Foi assim com São Vicente de Paula, São Camilo de Lelis, Santo Afonso de Ligório, Madre Teresa de Calcutá e muitos outros… Cada um a seu modo, mas todos importantíssimos para Igreja e para o mundo.

Aqui no Rio de Janeiro, a professora Maria de Lourdes Cruz, então diretora da APAE, percebendo a abertura e sensibilidade dos portadores de deficiência mental para as coisas de Deus, assim como o grande anseio de alguns pais que desejavam dar a seus filhos uma educação na fé, começou entusiasmada pelo Pe. José Marques, a idealizar uma catequese especializada. A eles, juntou-se o entusiasmo e a competência da professora Maria Cecília Cardoso que já trazia experiências de escolas especiais.

Em 1976, Pe. Marques conseguiu inserir a Catequese Especial no Plano de Pastoral da Arquidiocese. Na Igreja dos Sagrados Corações, na Tijuca, começou o primeiro grupo sob orientação da abnegada Maria de Lourdes Cruz.

  • Como surgiu a Catequese Especial no Loreto?

Na Paróquia Nossa Senhora de Loreto a catequese especial teve início em 1998. Os encontros eram realizados no colégio de freiras em frente ao Rancho Verde e quando o CEPAR foi inaugurado, o Pe. Vitor nos reservou algumas salas onde os encontros eram realizados e são até hoje. Sempre aos sábados de 09:00 às 10:00 horas, apesar de acabar quase sempre mais tarde pois eles não querem ir embora, nem gostariam que tivesse férias.

Caminhamos juntos com as Irmãs de Belém na catequese do Loreto e procuramos realizar as atividades juntas.

Esta modalidade de catequese é sugerida no Catecismo da Igreja Católica (23, 24) e no Diretório Geral para Catequese (189). É necessária uma catequese especializada porque a maioria destes nossos irmãos não são alfabetizados e quando o são, é uma idade cronológica incompatível com a catequese infantil, são também de aprendizagem mais lenta.

  • Vocês possuem um líder religioso ou dirigente espiritual?

Oficialmente não, entretanto, quando precisamos de algo, recorremos as Irmãs de Belém, por causa da proximidade de estarmos sempre atuando em eventos e atividades da catequese juntas, além de o Pe. Sebastião, que é nosso pároco.

  • Se uma pessoa desejar fazer parte da pastoral, o que é necessário fazer?

Primeiramente, para fazer parte, é necessário muito amor, muita oração e catequistas especializados. Essa especialização é feita através de cursos e estágios em paróquias que já tem implantada esta modalidade de catequese.

Se houver interesse em participar, procure o coordenador na secretaria e entre em contato para começar. A pessoa se apresenta, fica um pouco com as catequistas fazendo uma espécie de “estagio” para ver se realmente é isso que deseja.

Muita gente chega e percebe que é um trabalho que exige paciência e dedicação além do que em outros lugares. Precisa de um dom. Enquanto a pessoa não fez o curso, pode ficar como catequista auxiliar, e depois vai fazer o curso de formação que é dado pela Maria de Fátima que é coordenadora vicarial e a Rosali que é coordenadora arquidiocesana. Elas montam o curso e levam para os lugares.

Geralmente acontecem dois cursos por ano ou de acordo com a necessidade. Às vezes tem lugares que as catequistas têm que se preparar mais rápido, pois já tem catequizando. É o mesmo encontro que é preparado nas outras catequeses, mas com um cuidado maior.

  • Para esclarecer os pais de futuros catequizandos, expliquem como são realizadas as atividades semanais.

Separamos os catequizandos por níveis; uns já estão na perseverança, outros ainda vão fazer a primeira comunhão; os separamos, então, por salas. O encontro é passado por um catequista líder e as catequistas auxiliares ficam cada uma responsável por um catequizando, isso a cada semana.

Os encontros são semanais e às vezes acontece, deles não quererem ficar separados, aí nesse dia, temos que ser flexíveis. Se tivermos um de nível mais avançado e outro de nível ainda inicial, temos que ter o tato, de nesse dia, fazer uma adaptação. Sempre temos essa atenção especial em tudo o que fazemos, pois sabemos que se algo desagradá-los, vai ser mais difícil sua aprendizagem. Existem situações de já termos organizado o encontro do dia, e aí surgir à necessidade de falar sobre outro assunto, então voltamos. Vamos de acordo com a necessidade deles.

A família do catequizando é alvo de especial atenção: momentos de reflexão e oração lhes são proporcionados continuamente através dos círculos bíblicos, que acontecem durante os encontros da catequese. Assim os responsáveis podem se preparar também para a vida que seus filhos estão iniciando ou seguindo, pois os responsáveis têm papel fundamental de guiá-los, orientando-os em casa, enquanto não estão na catequese. Além disso, eles sabem que os pais estão ali na sala ao lado, assim eles e os pais se sentem mais seguros e nós também.

  • Há quanto tempo estão trabalhando nessa pastoral?

Há mais ou menos 15 anos, já estávamos catequizando e fomos convidadas por alguém para auxiliar aqui e ficamos até hoje, tratando cada criança como se fossem nossos próprios filhos. Fizemos o curso, nos preparamos e cuidamos delas até hoje. Outros catequistas vieram devido ao estágio pastoral exigido por alguns cursos e também ficaram.

  • Existem restrições de idade? Jovens podem participar também da pastoral?

Lógico que podem, e inclusive achamos muito bom que participem. Muitos já passaram pela catequese especial para fazer o estágio, exigido pela crisma ou outro curso, mas infelizmente, não sabemos por que, eles não perseveram. Para nós, seria melhor ainda. Precisamos de jovens, pois a alegria dos catequizandos é enorme, eles ficam encantados quando veem um jovem, uma pessoa da mesma idade que eles, se sentem enturmados, mais “em casa”, querem saber onde moram, se estudam etc. Inclusive homens são necessários, já que às vezes precisamos levar ao banheiro, eles e nós não nos importamos, mas só tem um homem, uma figura masculina na catequese. Às vezes é chato para quem está dentro.

  • Quantas pessoas fazem parte da pastoral na paróquia hoje em dia?

Somos divididas em coordenadora geral, a Emília, e tem uma equipe muito unida, as auxiliares. Tem a Maria de Fátima que é do Vicariato e a Rosali que é arquidiocesana. A Rita fica responsável pela parte dos círculos bíblicos. No Loreto, temos 8 catequistas e 6 catequizandos. Nunca deixamos de ir, pois é uma catequista para cada catequizando.

  • Qual seu maior desafio?

Na catequese temos que saber que todos nós somos iguais, estamos ali para aprender com eles mais do que eles aprendem conosco. Poderíamos até chegar para eles e dizer “escreve aí”, mas eles não querem, então não adianta nada. As vezes eles aprendem mais com um gesto, um aperto de mão, um olhar… a pessoa que quer estar ali com eles tem que ter essa sensibilidade. Uns escrevem bem, outros já tem mais dificuldade.

É gratificante ver a catequese especial florescendo: várias paróquias (fora do Rio de Janeiro também) e vários pedidos de orientação e formação para abertura de outras catequeses. É preciso evangelizar aqueles, que como todo batizado tem esse direito.

“Alguns plantaram, muitos regaram, mas só Deus é quem fez crescer! ”.

Entrevista: Tamara Ribeiro.

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capelaNeste espaço, você encontrará os endereços das Capelas assistidas pela nossa paróquia e seus respectivos horários das Missas:

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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