Campanha da Fraternidade 2018

 

Por que a Campanha da Fraternidade começa na Quaresma?

 

A cada ano, desde 1964, a Igreja no Brasil propõe a todos os cristãos, a Campanha da Fraternidade (CF). Antes de falarmos sobre o tema desse ano, vamos relembrar aqui alguns assuntos já tratados na CF e tirar algumas dúvidas que muitos de nós temos sobre a Campanha.

 

O que é a Campanha da Fraternidade?

 

É uma campanha quaresmal, que une em si as exigências da conversão, da oração, do jejum e da doação. Convoca os cristãos a uma maior participação nos sofrimentos de Cristo como possibilidade de auxílio aos pobres e tem seu início na quaresma e ressonância no ano todo (Cf. CNBB, Pastoral da Penitência, Doc. 34, nº. 4.3)

 

E por que ela começa na quaresma? Não devíamos focar mais na própria espiritualidade do que em questões sociais nesse tempo?

 

A CF é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal: conversão, renovação interior e ação comunitária em preparação da Páscoa, sendo assim um meio para viver os três elementos fundamentais da espiritualidade quaresmal: Oração – Jejum – Esmola.

O que devemos estar sempre atentos é até onde vai à luta pelo social no tempo de preparação para o período mais importante da Igreja, devemos manifestar através de gestos concretos a mudança suscitada pelas Campanhas da Fraternidade sem esquecer que as mesmas além de instrumentos para uma sociedade melhor são também meios efetivos para nossa santificação. Vivendo, em equilíbrio esse tripé de conversão-jejum-oração, de maneira natural alcançamos os dois objetivos, pois assim como a fé sem obras é morta, as obras sem fé se transformam em filantropia, que difere do nosso objetivo maior baseado no mandamento deixado por Jesus: a caridade cristã.

 

Quais temas já foram abordados na Campanha da Fraternidade?

 

Ao longo de sua história, a Campanha da Fraternidade teve três fases. A primeira delas, de 1964 a 1972, foi centrada nas questões da própria Igreja. A segunda fase, de 1973 a 1984, abordou de forma ampla as questões sociais do Brasil. A partir de 1985 começou a terceira fase, quando passaram a ser abordadas as questões sociais de forma mais específica.

A partir do ano 2000, começaram a ser promovidas também, a cada cinco anos, as campanhas ecumênicas, em parceria com as denominações afiliadas ao Conselho Nacional de Igrejas cristãs (Conic). Assim, foram ecumênicas as campanhas de 2000, 2005 e 2010.

Além do tema, a Campanha da Fraternidade sempre tem um lema, geralmente um versículo bíblico a partir do qual se desenvolvem as reflexões sobre o assunto tratado. Também há sempre um cartaz e um hino.

 

E em 2018, qual o tema?

 

A Campanha da Fraternidade de 2018 tem como tema: “Fraternidade e superação da violência” e como lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt. 23,8).

Segundo o texto-base: “o tema pretende considerar que a violência nunca constitui uma resposta justa. A Igreja Católica proclama, com a convicção de sua fé em Cristo e com a consciência de sua missão, que a violência é um mal, que a violência é inaceitável como solução para os problemas, que a violência não é digna do homem. A violência é mentira que se opõe à verdade de nossa fé, à verdade de nossa humanidade. A violência destrói o que ambiciona defender: a dignidade, a vida, a liberdade dos seres humanos”.

O Objetivo Geral da campanha da Fraternidade 2018 é: “Constituir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência”. Há também nesta Campanha sete Objetivos Específicos: a) Anunciar a Boa-Nova da fraternidade e da paz, estimulando ações concretas que expressem a conversão e a reconciliação no espírito quaresmal; b) Analisar as múltiplas formas de violência, especialmente as provocadas pelo tráfico de drogas considerando suas causas e consequências na sociedade brasileira; c) Identificar o alcance da violência, nas realidades urbana e rural de nosso país, propondo caminhos de superação, a partir do diálogo, da misericórdia e da justiça, em sintonia com o Ensino Social da Igreja; d) Valorizar a família e a escola como espaços de convivência fraterna, de educação para a paz e de testemunho do amor e do perdão; e) Identificar, acompanhar e reivindicar políticas públicas para superação da desigualdade social e da violência; f) Estimular as comunidades cristãs, pastorais, associações religiosas e movimentos eclesiais ao compromisso com ações que levem à superação da violência; g) Apoiar os centros de direitos humanos, comissões de justiça e paz, conselhos paritários de direitos e organizações da sociedade civil que trabalham para a superação da violência.

A Campanha usa o método conhecido de “Ver, Julgar e Agir” para analisar a situação da violência no país. A parte titulada “Ver” é dividida em três subdivisões: (i) As múltiplas formas da violência; (ii) A violência como sistema no Brasil; e (iii) As vítimas da violência no Brasil contemporâneo. O texto-base da CF cita os tipos de violência sofridos pelas vítimas no Brasil contemporâneo: A lista é longa: Violência racial, doméstica, religiosa, no trânsito, contra jovens e mulheres, violência sexual e tráfico humano, violência e narcotráfico, violência policial, violência contra os trabalhadores rurais e contra os povos tradicionais etc.

O setor da CF titulado “Julgar” apresenta a fundamentação religiosa para evitar a violência. A violência é um tema abundante na Sagrada Escritura especialmente no Antigo Testamento. O texto-base da CF oferece um riquíssimo estudo sobre isso. Porém, é no Novo Testamento que Jesus anuncia o evangelho da reconciliação e da paz. “Os escritos do Novo Testamento nasceram à luz da Páscoa de Jesus e todos a refletem de alguma forma. O centro do Novo Testamento é Jesus que é por excelência uma pessoa não violenta. Por isso, não se encontra nenhum tipo de incentivo à violência em suas páginas”. Fiel à mensagem de paz e reconciliação de Jesus a Igreja oferece sua colaboração para a superação da violência, como partilha de sua experiência e de sua fé. Vários documentos Pontifícios além do Concílio Vaticano ll são citados aqui no texto-base.

Finalmente, no setor titulado “Agir” encontramos ações para a superação da violência. “A superação da violência nasce da relação com o outro. O primeiro lugar onde o ser humano aprende a se relacionar é na família”, portanto sua importância na luta contra a violência. A CF deste ano de 2018 propõe a construção e a promoção de uma cultura da paz. Apresenta pistas e áreas concretas que precisam ser reexaminadas para atingir esta meta: a) O Estatuto da Criança e do Adolescente; b) A violência doméstica e a Lei Maria da Penha; c) Os Direitos Humanos; d) A superação da violência gerada pela exploração sexual pelo tráfico humano; e) Violência e juventude; f) O racismo e a superação da violência; g) A superação da violência no campo; h) A superação da violência fruto do narcotráfico; i) O Estatuto do Desarmamento; j) A violência religiosa; k) A violência política; l) A violência no trânsito; e m) A Defensoria pública.

 

Quais os subsídios usados pela CNBB na divulgação da CF?

 

Além do cartaz e do hino, todo ano a Igreja no Brasil disponibiliza subsídios e materiais para ajudar as comunidades, famílias e cidadãos a vivenciarem o propósito da Campanha. Esses materiais estarão à disposição do público no site da Edições CNBB.

Padre Luís Fernando, secretário executivo das CFs, explica ainda que o principal subsídio é o texto-base que apresenta uma reflexão do tema a partir do método ver, julgar e agir. Além disso, há ainda subsídios para alunos do ensino fundamental, médio e grupos juvenis. Já para ajudar na oração quaresmal, uma vez que a CF é lançada durante este período, haverá também celebrações em família, via-sacra, vigília eucarística, celebração da misericórdia e celebração ecumênica.

 

O que fala o hino? Como é o cartaz?

 

Provavelmente a partir da quarta de Cinzas você ficará familiarizado com ele.

Conheça agora o hino e o cartaz da Campanha da Fraternidade!

 

01 – Neste tempo quaresmal, ó Deus da vida,

A tua Igreja se propõe a superar.

A violência que está nas mãos do mundo,

E sai do íntimo de quem não sabe amar. (Mc 7,21)

 

Refrão:

Fraternidade é superar a violência! (Mt 14, 1-12)

É derramar, em vez de sangue, mais perdão! (Jo 20, 21-23)

É fermentar na humanidade o amor fraterno! (Mt 13, 33)

Pois Jesus disse que “somos todos irmãos”. (Mt 23,8). (2x)

 

02 – Quem plantar a paz e o bem pelo caminho,

E cultivá-los com carinho e proteção,

Não mais verá a violência em sua terra. (Is 59,6)

Levar a paz é compromisso do cristão! (Ef 6, 15)

 

03 – A exclusão que leva à morte tanta gente, (EG 59)

corrompe vidas e destrói a criação. (LS 70)

– “Basta de guerra e violência, ó Deus clemente!” (Mq 2,2)

É o clamor dos filhos teus em oração.

 

04 – Venha a nós, Senhor, teu Reino de justiça,

Pleno de paz, de harmonia e unidade. (Mt 6, 10 e Rm 15, 17-19)

Sonhamos ver um novo céu e uma nova terra:

Todos na roda da feliz fraternidade. (Ap 21, 1-7)

 

05 – Tua Igreja tem o coração aberto, (EG 46-49)

E nos ensina o amor a cada irmão.

Em Jesus Cristo, acolhe, ama e perdoa,

Quem fez o mal, caiu em si, e quer perdão. (Mt 18, 21)

 

Por: Rômulo Pratti – Pascom Loreto

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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