Bons Amigos, que nasceram pela Fé

Passaram-se cerca de 40 dias da JMJ. A vida vai aos poucos voltando ao normal, mas um sentimento é comum naqueles que vivenciaram o dia a dia dos peregrinos: a saudade!

Saudade da alegria de receber, saudade das roupas espalhadas, das cantorias, das histórias intermináveis, contadas em outra língua, o que aumentava ainda mais a busca pela troca de experiências. Saudades até da espera, quando se atrasavam para voltar para casa, vindos quase sempre de Copacabana.

Quem hospedou esses jovens nunca mais esquecerá esses dias. É certo que houveram casos isolados, alguns problemas foram relatados, mas a maioria esmagadora diz ter sido uma experiência maravilhosa. Isso se reflete no carinho das mensagens que os jovens deixaram para as famílias acolhedoras. Foram muitas mensagens: encheram as caixas de email, o facebook, deixaram cartinhas, fotos, lembrancinhas… Alguns pais ligaram para agradecer e grande parte dos peregrinos, em particular os latinos, ainda mantém contato com as famílias.

Quando estávamos fazendo a campanha pelas hospedagens, não imaginávamos que o resultado seria tão gratificante.

Mais uma vez, agradecemos a todas as famílias que receberam os peregrinos em suas casas, que cuidaram deles como se fossem seus próprios filhos. Pedimos também a Deus que abençoe a todos e também aquelas famílias que não participaram de nenhum treinamento, que não estavam inscritas como voluntárias, mas que assim mesmo contribuíram de alguma forma com o êxito da JMJ. As famílias, os comerciantes do nosso bairro e os moradores de Copacabana, que abriram na noite fria e inesquecível de sábado seus apartamentos para que o máximo possível de jovens tivesse um teto para se proteger e na manhã de Domingo outros que abriram também suas casas para que os jovens usassem o banheiro. Todas as histórias que ouvimos dariam para escrever um livro.  Como não temos como escrever o livro, vamos contar um pouquinho do que soubemos, nessa matéria.

 

 

Tamara Ribeiro, 20 anos, participante do EJC ,  filha do casal Aldo e Isabel, nos contou um pouco da participação da sua família na JMJ:

“Uma das experiências mais inusitada, divertida e maravilhosa que vivi foi ter recebido, mesmo que por uma noite, um grupo de peregrinos na minha casa. 12 homens, de dois países e três culturas diferentes. Nós brasileiros, os californianos e os chilenos. Foi assim que percebi, na noite chuvosa do dia 21/7, que a JMJ já havia começado e, na minha casa, com meus pais acolhendo cada um, como se fossem seus amigos há tempos.

No momento em que soube que no grupo tinha um padre, fiquei preocupada. O modo de agir, falar, teríamos que nos conter e demonstrar o devido respeito, lógico!  Mas para a minha surpresa, o mais jovem de todos era o padre. Com seus 10 anos de ordenação, o querido Padre Abel, demonstrou tanta simpatia, comprovando que Deus realmente tem espírito jovem e que os jovens podem sim, mudar o mundo.  

Todas as famílias de hospedagem se perguntavam: como será a comunicação com eles? Mímica? De jeito nenhum. A resposta para essa dúvida:  Deus provê! Sim, Nunca senti tão viva a presença de Deus na minha casa, como quando vi a felicidade de poder conhecer outras pessoas, de outros países que compartilham a mesma fé. Seja com o meu inglês que eu não falo “very well” ou com o espanhol que eu não sei como “hablar” ou até mesmo com o português deles, enrolado, falamos a mesma língua: A língua do amor!  E como disse ao nosso querido jovem Padre, eles fazem parte de nossa família agora, assim como cada peregrino que acolhemos com muito carinho na Cidade Maravilhosa”.

 

Depoimento de um dos peregrinos desse grupo:

 

“Hey , thanks for accepting my friend request. First of all, I’ll like to thank you and your family for the hospitality.  We, seriously felt at home there and really wished we could have had a bit more time later to go back and visit but as you might imagine, we had no time to do all we wanted to do in Rio, after attending all the central religious events.  Anyhow, just want you to know we had an amazing experience. Pray for us for we surely will pray for you all.”       

(Mario Alvarado, peregrino californiano)

Californianos.  Padre Abel,  terceiro da esquerda para a direita.

 

 

“As 11 polonesas que também recebemos, ficaram conosco durante toda a JMJ. A experiência foi mais difícil ainda porque nem o inglês elas sabiam falar muito bem, mas foi bem divertido. Os poloneses são pessoas bem mais reservadas e elas  me alertaram sobre isso para a próxima jornada, que será lá. Ganhei muitos chocolates poloneses e peças de artesanatos além de um dia inteiro de aula de gramática polonesa. Não é nem um pouco fácil de escrever nem falar!”

 

 

O casal Carla Bolini e Márcio, recebeu em sua casa 15 peregrinos argentinos, entre eles 2 padres Teatinos e 1 diácono, que ficaram com eles por 12 dias. Embora o casal estivesse totalmente comprometido com o trabalho voluntário, não faltou tempo para partilharem momentos alegres, de troca de experiências e muito carinho. Receberam muitas mensagens dos peregrinos e suas famílias, escolhemos duas, muito carinhosas:

Vanina Poleri, mãe de um peregrino, escreveu:

“Marcio y Carla muchisimas gracias por haber recibido, cuidado y mimado a mi hijo Matias Yedros. No tengo palabras para agradecerte lo feliz que vino y cuanto los quiere!!! Que Dios los Bendiga a ustedes y su hermosa familia!!! un abrazo desde Argentina!!!”

Esteban Casquero, padre teatino, escreveu:

Argentinos ensinando o Márcio a fazer churrasco.

“Gracias a Marcio, Carla, Ian y Lucas por el recibimiento que nos dieron en su casa! No sólo abrieron las puertas de la misma, sino de su corazón! Que Dios los bendiga ampliamente y sepan que los esperamos cuando quieran por Argentina!”

 

Joel Espíndola e Lúcia receberam em sua casa jovens venezuelanos, que gostaram tanto do casal e do Rio de Janeiro, que decidiram ficar mais três dias após a JMJ, para conhecerem melhor alguns locais, inclusive a cidade de Petrópolis, onde foram passear. Todos os dias à noite, na volta dos atos centrais o encontro para o lanche e a conversa descontraída. Embora agitados, repletos de novidades, os dias foram de muita paz e alegria em nossa casa, disse Joel.

 

Alexandre e Jesuína Romeiro receberam poloneses e argentinos em sua casa.

A troca de experiência, o intercâmbio de culturas tão diferentes foi motivo de alegria para toda a família, que comemora  a oportunidade que tiveram. Bia e Ana Clara, filhas do casal, trocam até hoje mensagens com os seus novos amigos, que deixaram bilhetinhos e muita saudade.

Bruna Scoralick

Enviou-nos a mensagem de uma das peregrinas que recebeu em sua casa: “Para mim, a JMJ foi uma experiência única, uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida. Grande parte disso foi graças a esta família maravilhosa, os Scoralick-Lisbôa. Desde o primeiro dia em que nos conhecemos, cerca de 2 horas da manhã do dia 23 de julho, essa família recebeu a mim e minha amiga Manuela com muito carinho e amor. Dava para sentir a alegria e felicidade deles por ter a nossa presença em seu lar. Quando cheguei a minha nova casa, eles me deram um dos melhores presentes que tive nessa viagem: falar com a minha família na Argentina, pois fazia quatro dias que não falava com eles. Desde então, tudo que aconteceu foi puro amor e alegria, tudo graças ao nosso melhor amigo em comum: Jesus Cristo.

Cada dia que chegávamos, se às 3 horas da manhã ou a meia-noite, eles estavam ali para nos receber com um enorme sorriso e prontos para nos auxiliar no que fosse preciso. Realmente foram como minha verdadeira família. Me consolaram, me fizeram rir, me deram muito, muito carinho! E eu não tenho palavras para agradecê-los. Eles e todas as famílias que acolheram peregrinos e voluntários em suas casas merecem todas as bênçãos de Deus. Eu os amo muito. Sinto também muita saudade de subir aquela enorme ladeira do Loreto. Que Deus os abençoe!”

Sofia Churruca, Tranque -Lauquen, Argentina.

 

 

Texto e edição: Ana Clébia – Pascom.

 

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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