Bem Estar – Alzheimer – 2ª parte

 

Recebemos por email a pergunta do nosso leitor Carlos Frederico Girard – Pechincha – RJ, que nos escreveu: “Gostaria de saber quais os sintomas do Alzheimer e, se há maior chance de desenvolvimento da doença quando há casos na família”.

Com base na pergunta do Carlos, vamos trabalhar o artigo desse mês, que visa abordar justamente os sinais iniciais da doença. São muitas as dúvidas envolvidas e muito poucas respostas.

A doença de Alzheimer foi descoberta em 1907 pelo médico alemão Alois Alzheimer e é considerada a mais comum das demências. Define-se demência como a perda de função cognitiva suficiente para repercutir nas atividades cotidianas da pessoa afetada, ou seja, suficiente para ocasionar uma importante perda funcional. Um dos primeiros domínios da cognição a ser comprometido é a memória.

Muitas vezes não nos damos conta, e podemos achar até “engraçado” as pequenas confusões cometidas pela pessoa acometida, mas os primeiros sinais da doença vão se estabelecendo no dia-a-dia da pessoa. Assim, classicamente, ela torna-se mais repetitiva, esquece onde guarda os objetos, esquece de transmitir os recados ou não consegue lembrá-los na íntegra. É importante mencionar que nas fases iniciais, a memória para fatos recentes é afetada e o paciente mantém a capacidade de lembrança de fatos antigos.  Também, inicialmente, a pessoa com a doença de Alzheimer apresentará dificuldade de novos aprendizados e na execução de tarefas mais complexas, mas que antes ela fazia com habilidade, como, por exemplo, costurar, preparar um prato especial, desenhar, etc. Deve servir como alerta aos familiares, também, se a pessoa vier a cometer com frequência,  erros em relação à administração dos próprios medicamentos e dificuldade para controle de suas finanças.

A percepção de que algo não está certo dependerá da demanda sobre o paciente, por exemplo, pacientes com uma rotina mais simples e bem estabelecida podem já ter dificuldades, mas estas não ficam tão aparentes quando comparado a outro paciente com uma demanda intelectual diária maior.

É importante ressaltar a necessidade do acompanhamento médico com a finalidade de propedêutica adequada a fim de afastar diagnósticos diferenciais.

Cabe dizer que o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer é a idade. Esse conceito é fundamental e justifica o aumento do diagnóstico da doença, nos dias atuais, uma vez que a expectativa de vida está aumentando.

Cerca de 90% dos casos de doença de Alzheimer é considerado esporádico e cerca de 10% dos casos tem herança genética bem estabelecida. O fato é que familiares de primeiro grau de pacientes que desenvolvem a doença de Alzheimer, na forma esporádica, tem risco aumentado de desenvolver essa patologia, mas, deve ficar claro que NÃO necessariamente o familiar desenvolverá Alzheimer no futuro.

Uma pergunta frequente é em relação à cura. Ainda não há. Até o presente momento existem medicações que são administradas objetivando a melhora dos sintomas, mas estas medicações não são curativas.

A família desempenha papel fundamental no tratamento uma vez que os cuidados para com o paciente garante uma boa qualidade de vida e manejo adequado em situações de alteração comportamental mais significativa. A supervisão de um paciente com diagnóstico de doença de Alzheimer deve ser constante.

A evolução do paciente é individual, ou seja, cada pessoa com doença de Alzheimer terá uma evolução particular, única. Pode-se até observar algumas semelhanças com a evolução de outros pacientes, mas certamente a evolução não será igual.  Desta forma, o cuidado da equipe de saúde que assiste o paciente e os cuidados da família para com o paciente são individualizados.

As dificuldades e dúvidas dos familiares devem ser trabalhadas com a equipe que acompanha o paciente, pois com a progressão da doença, as demandas do paciente aumentam assim como a necessidade de supervisão.

Por Leonardo Caixeta, autor do livro Demência – Abordagem Multidisciplinar, editora Atheneu.

 

Se você também tem dúvidas sobre o mal de Alzheimer, mande sua pergunta para: pascom@loreto.org.br

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quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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