Ao Mestre, com carinho

A figura do professor é, na maioria das vezes, lembrada com muito carinho e admiração pelas pessoas, de todos os tempos. Não é raro ouvirmos histórias contadas por nossos pais ou avós, sobre uma professora “linha dura”, que todos temiam e no fim lhes ensinou algo importante, como disciplina ou oratória. Nos tempos atuais, o medo do professor, deu espaço para a parceria, o diálogo e a busca conjunta por enfrentamento dos problemas, na medida em que eles se apresentam.

Lembra Ana Elisa Motta, 27 anos, atualmente moradora de Caxias, mas que frequenta nossas missas nos domingos que vêm visitar a tia: “eu tinha uns 13 anos e lembro que a minha escola, no interior de São Paulo, onde eu morava, ficava bem próxima às casas. Tínhamos vizinhos em todos os lados do terreno escolar. Alguns se incomodavam com o barulho das crianças, até que um deles entrou com uma ação pedindo a remoção da escola, que depois de anos, ele perdeu ou retirou, não sei bem. Mas, para melhorar a convivência dos alunos e moradores do bairro, minha professora de história, D. Aparecida, teve uma ideia revolucionaria. Preparou uma gincana entre as turmas e a tarefa principal era os grupos visitarem as casas da rua e das ruas vizinhas, para levantar a história do bairro. Os grupos que conseguissem mais informações, como fotos antigas do bairro, documentos antigos que contassem a historia das famílias fundadoras, pontuavam de 01 a 05, conforme a importância da descoberta. No final, juntamos todas as informações que conseguimos e fizemos uma exposição. Toda a comunidade participou. Foi um sucesso”.

Rosane Viana é professora aposentada do nosso estado. Lecionou no sistema público por mais de 30 anos e hoje tem um pré-escolar na pequena cidade, de Itabapoana-RJ. Ela contou que a sua paixão pelo magistério vem desde a infância e que ela mesma alfabetizou os irmãos menores e outras crianças da rua onde morava. Lá no interior, hoje, ela recebe na sua escolinha os filhos de seus ex-alunos. “duas gerações passaram pelas minhas mãos. Encontro as crianças na rua, na missa e em toda parte e elas correm para me roubar um beijo, é uma diversão.” Porem, nem tudo foi alegria, conta nossa professora: “eu resolvi me aposentar, pois me sentia doente nos últimos anos. O meu problema foi lidar com muitas mudanças estruturais na forma de relacionamento com os alunos e com os pais. O professor tem a sua autoridade colocada a prova o tempo todo, em sala de aula. Nos lugares mais pobres, justamente onde eles mais precisam da escola e da família, muitos são abandonados pelos pais, às mães precisam trabalhar e as crianças ficam a mercê da própria sorte, sendo cuidadas por irmãos mais velhos ou parentes. As crianças, logo cedo demonstram muita agressividade e a escola, precária de recursos, não consegue suprir as necessidades dos pequenos, que na verdade gritam por socorro de forma silenciosa. Aos poucos a minha alegria e entusiasmo foi desaparecendo e resolvi parar e me tratar. Hoje, minha razão de viver, além da minha família, são meus alunos do pré-escolar. Tudo que eu faço é pensando neles”, concluiu.

A gratidão é um sentimento muito presente no mês de outubro, seja pelo dia de Nossa Senhora de Nazaré, no dia 08 e de Nossa Senhora Aparecida no dia 12, mas, também, pelo dia dos professores, no dia 15. Afinal, quem não tem guardada a lembrança de pelo menos um professor ou professora, aquele que marcou a sua história, seja na universidade, no ensino médio, fundamental, curso de inglês, música, teatro, ou qualquer outro tipo de aula.

De acordo com o Papa Francisco, em uma plenária da congregação para educação católica,

“a educação está ao serviço de um humanismo integral e que a Igreja, como mãe educadora, olha sempre para as novas gerações na perspectiva da formação da pessoa humana em ordem ao seu fim último e, ao mesmo tempo, ao bem das sociedades de que o homem é membro e em cujas responsabilidades, uma vez adulto, tomará parte”.

Sendo assim, há nos professores um papel de imensa responsabilidade para com a sociedade, implicando diretamente no futuro a ser construído. De acordo com a professora Fátima Lopes, que leciona há 40 anos, a paixão pela profissão faz com que os alunos sintam e aprendam  através do amor e não do trauma. “Você precisa cativar as crianças e os alunos para que eles possam, de fato, repassar na vida adulta todo o amor, a segurança e o carinho que receberam do professor, da família e amigos”, disse.

A humildade é outra palavra chave para entrar em sala de aula, os próprios alunos não gostam de se sentirem “abaixo” dos professores, foi o que disse  Vanessa Martins, de 16 anos, aluna de um colégio na Freguesia. “Eu gosto de vários professores, mas o que me incomoda, as vezes, é quando um ou outro se coloca acima da gente.  Parece que não somos seres humanos e que as nossas vidas e o nosso dia a dia são menos importantes ou menos difíceis que os deles”, relatou. 

O respeito deve sempre fazer parte de todas as relações, mas nessa relação de professor e aluno fundamentalmente, pois o convívio em sala de aula é enorme. “Tem que respeitar,  nós estamos juntos todos os dias, a gente precisa ser humilde, não gritar, respeitar para ser respeitado.  Nós sabemos um pouquinho mais do que eles, mas cada vida é de um jeito”.

Uma queixa comum nesse universo é sobre a origem da educação. Muitos dizem que ela deve vir de casa, outros já acham que é papel, praticamente, exclusivo da escola. “as relações e a sociedade mudaram muito, são várias diferenças entre as pessoas e estamos aprendendo e ensinando aos alunos a lidarem melhor com essas diferenças”, opinou.  Fátima também conclui que a profissão é voltada para agregar os valores, que deveriam vir de casa ao ensino, que é atribuição da escola.  .

“eles são muito pequenininhos e a formação deles enquanto cidadãos é diária e graças a Deus, muitas vezes, nós estamos lá para ajudá-los a corrigir uma conduta estranha, um valor truncado, mas sempre respeitando o tempo e a particularidades de cada um”, Concluiu. 

Cada professor carrega em si a responsabilidade de despertar a consciência de seus alunos e nos anos iniciais marca a criança para sempre, porque é o fundamento da iniciação escolar. Com o passar dos anos, encontrar um ex-aluno e ouvir dele ‘com você aprendi os primeiros passos’, ou ‘por você decidi continuar estudando e me formar’ traz a certeza do papel impactante do professor na vida do ser humano, disse Neite, professora e diretora de escola.

 

Textos: Phillipe Rabelo e Ana Clébia

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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