Estava um grupo de paroquianos, após a missa dominical, comentando
as Orientações oferecidas pelo nosso Arcebispo, para
as próximas Eleições políticas. Todos
concordávamos, apesar do pessimismo de alguns (muitas, ao longo
dos últimos anos, foram as decepções...) que
devemos valorizar o nosso VOTO. Votar, mesmo quando não fosse
obrigatório, é um dever e não se discute. As
dúvidas e discussões começam quando se passa
a examinar candidatos, legendas e coligações. E, como
acontece nas discussões políticas, não se chegava
ao consenso. Diante de cada proposta apresentada, eram colocadas objeções
e comentados os riscos, citando exemplos concretos. Numa outra coisa
todos concordavam: é preciso mais esclarecimento político
e criar mecanismos para acompanhar o desempenho dos políticos:
assim poderemos cobrar deles o mínimo de coerência com
as propostas e as promessas apresentadas durante a campanha.
Um dado de fato foi comentado por todos os presentes: o pouco interesse
demonstrado na nossa comunidade quando são marcadas mesas redondas
para a discussão dos programas políticos. Ou os paroquianos
estão tão definidos em quem votar (mas pelo contexto
não parece) ou têm medo de serem induzidos. Aí
fica difícil criar uma consciência e uma mentalidade
política. Parece mais cômodo criticar e condenar a atuação
dos eleitos e se gabar afirmando: eu não votei nele !
Durante o mês de agosto teremos modos de meditar e rezar (e
como é importante a nossa oração de intercessão)
pelas várias vocações: é o MÊS VOCACIONAL.
A vocação sacerdotal, a vocação matrimonial,
a vocação à vida consagrada, a vocação
de serviço na comunidade ( Catequese, etc. ) É bom sabermos
que há uma comunidade inteira rezando pela nossa vocação,
para que sejamos fiéis e realizemos nela o desígnio
do Pai. É salutar lembrarmos que somos responsáveis
pela caminhada de nossos irmãos e que devemos ajudá-los
com a nossa oração. Para alguém que comentava
comigo, lamentando a profunda tristeza do Santo Padre, mesmo na vibração
do último encontro com a Juventude em Toronto, quando se referia
aos escândalos provocados por alguns Padres, eu lembrava: será
que nós e a nossa comunidade nos sentimos empenhados na oração,
para que o sacerdote, o casal, o jovem, o político sejam retos
em seu proceder e fiéis cumpridores de todos suas suas obrigações?
Grande é a nossa responsabilidade para que aquele que ficam
de pé nãos caiam e para que aqueles que caíram
possam se reerguer pela graça de Deus.
Pe. Victor, b. |