- Festas Juninas
Queridos Irmãos leitores, segue o ano litúrgico de 2010, e com ele os acontecimentos característicos de cada época do ano.
Devido à realização da Copa do Mundo e quase que despercebidas, tivemos as FESTAS JUNINAS, sendo que, nossa Paróquia lamentavelmente não realizou sua tradicional festa.
Lamentamos sim por um lado, mas considerando outros aspectos, chegamos à conclusão que tal festa se tornou inviável na nossa comunidade. Aos paroquianos mais antigos, digamos de 1987 para cá, viveram intensamente a organização, a alegria e a presença maciça do público nas nossas festas. Havia ordem, respeito, disciplina e a indispensável presença das famílias.
Mas... no final da década de 1990, as coisas começaram a se modificar, e a nossa festa se descaracterizou e passou a ser freqüentada por gente estranha e mal intencionada. Começaram a surgir brigas, excesso no consumo de bebidas alcoólicas, inclusive trazidas por estranhos, e com isso o ambiente ficava insuportável, inseguro e perigoso. Foi decidido então, que a festa não mais seria realizada na parte externa da Igreja, ou seja, na Rua. Realmente, a freqüência melhorou e logicamente, a arrecadação das barraquinhas sofreu terrível redução, a ponto de desanimar os barraqueiros, ou seja: irmãos pertencentes as nossas Pastorais, e com isso foi ficando difícil conseguir voluntários para guarnecer as barraquinhas. . O tempo passou, e a nossa festa junina, mesmo realizada na parte interna da Igreja, voltou a ser freqüentada por arruaceiros e gente mal intencionada, e o que é pior, muitos menores de idade, consumindo bebidas que nem eram vendidas na festa, e até drogas. Lembro-me de uma passagem até engraçada: No auge da festa. Um sujeito embriagado, bem em frente à barraca do BAR, resolveu arriar as calças e ficar só de cueca. Sérgio (Da Pena) com aquela paciência que todos nós conhecemos, aproximou-se do sujeito, e carinhosamente pediu que se vestisse, pois estávamos em frente à Igreja, ou melhor: entre o Bar e a Igreja.
Em conseqüência de tantas coisas desagradáveis que ocorriam, as famílias se afastaram, razão pela qual nossos párocos acharam por bem suspender a realização da festa, e fizeram muito bem. Afinal, festa de Igreja, tem que primar pela ordem, respeito, disciplina e moral Cristã. No tocante a parte musical, infelizmente, o povo já não aceita mais aquelas músicas tipo: “Com a filha de João/Antônio ia se Casar / mas Pedro fugiu com a noiva/ na hora de ir pro altar. Não! Agora o que está na moda são os RAPS, com letras de duplo sentido, e o tal de Rebollations. e por aí vai... Mas, queridos leitores, recordar é viver, diz o velho ditado. Recordamos com saudade das nossas monumentais FESTAS JUNINAS. Dava gosto ver nosso irmão Wanderley (da Maria Luiza) apregoando as prendas durante o leilão, muito bem assessorado pelo Rodrigues (da Clarice). Saibam que o clima da festa era envolvente. Certa vez, me vesti de mexicano com pseudônimo de Juan Pablo, e o Wanderley, na maior cara de pau me anunciava como atração internacional. Aí, eu subia ao palco localizado em frente à Igreja, e acompanhado pelo conjunto BLONZACAZERO (formado com músicos da nossa paróquia), cantava e dançava arrancando aplausos da multidão que lotava a Praça Nossa Senhora de Loreto (naquela época eu tinha 55 anos) hoje, com meus 76 anos, não seria capaz de repetir aquela cena. Tempo bom. Lembro-me perfeitamente do jovem Pe. Sebastião (Naquela época com seus 40 anos de idade) carregando as madeiras das armações das barracas em plena madrugada, feliz pelo sucesso. Feliz!... muito feliz pelo sucesso de mais uma Festa Junina!
Louvores e Glórias a Deus
Zamoura (Da Diva)
Casal Bodas de Ouro |