Famílias Evangelizadas: uma proposta para o ano catequético
Vivemos em um mundo secularizado. O noticiário da tv e do rádio só nos trazem violência;programas me novelas nos mostram famílias fragmentadas e dilaceradas, como se fossem exemplos a serem seguidos. Ouvimos muito falar que hoje já não se cultivam valores essenciais e nem se levam em conta preceitos religiosos quando estes interferem em nossa maneira de viver. No entanto, ainda ouvimos dizer que a família é a célula da sociedade; família é Igreja doméstica. Este desabafo inicial não é um desânimo, antes, trata-se de uma constatação, porém uma constatação que nos deixa inquietos.
Às vezes,quando estamos envolvidos com as ações da Igreja, supomos que vivemos novamente o período de Cristandade e pensamos que a educação da fé está sendo dada nas origens do lar, supostamente, cristão. Contudo, é fácil verificar que,em muitas famílias, se encontram pessoas batizadas que não foram evangelizadas. Por isso precisamos evangelizar as famílias.
Sabemos dos desafios que se apresentam para um trabalho de evangelização como esse. E sabemos também que não podemos nos limitar a oferecer uma catequese em nossas comunidades sem levar em conta a realidade das pessoas com quem convivemos. Nesse contexto, a Igreja no Brasil nos oferece para reflexão um Ano Catequético. Não um ano dedicado à catequese, como muitos poderiam pensar, uma preocupação apenas para catequistas,mas um ano de ações e promoções para "um despertar de todos os cristãos para a importância do aprofundamento e do amadurecimento na fé, vivida no seio de uma comunidade,empenhada em irradiar a vida de Cristo para toda a sociedade".
A experiência de um encontro com o Mestre, a exemplo daquele que tiveram os discípulos de Emaús (Lc 24,13 - 35), experiência que abrasou seus corações e trouxe significado à sua caminhada e que precisa ser levada às famílias de nossas comunidades, indiferentes, distantes, sofridas e pobres. E é preciso lembrar que antes de falar, Jesus ouviu as angústias e decepções dos discípulos e caminhou devagar com eles até levá-los à ressurreição de sua própria esperança. Muitas famílias precisam exatamente disso: serem ouvidas pela Igreja em suas decepções e angústias. Muitas famílias precisam que a Igreja caminhe devagar com elas e lhes devolva a esperança
"É no seio da família que se forma um cristão ciente de sua fé."
|