- Cura senhor onde dói
Queridos irmãos leitores, com a graça de Deus, aqui estamos mais uma vez, graças a paciência da Tia Hélia, nossa querida responsável por este Jornal e a bondade do Pe. Sebastião, nosso Pároco que aprova a publicação dos nossos artigos, que visam acima de tudo, distrai-los com a leitura de algo diferente das matérias litúrgicas e de cunho religioso. Mas, este estilo é o nosso dom.
Vamos ao que interessa, Irmão Mário despencou da árvore, conforme lhes foi informado no rodapé desta coluna, na edição anterior. A queda do irmão Mário nos despertou quanto à necessidade de rever nosso comportamento com relação ao nosso corpo, templo do Espírito Santo, e a nossa saúde. A velhice, logicamente indesejada, porém inevitável e que chega sem que se perceba, com o rápido passar dos anos, deve ser vivida de modo intenso e saudável. É preciso muito cuidado com a alimentação, com os nossos hábitos e obediência às recomendações médicas. Dizem que o tempo de vida estimado para cada um de nós é até os 65 ou 70 anos. Nós nos aproximamos dos 76 e entendemos, que nosso prazo de validade está vencido. Sabemos que a qualquer momento poderemos estar tocando bandolim no céu, logicamente se formos absolvidos no juízo final. Mas enquanto isso ficamos por aqui e nos cuidando. Recordo-me que durante o convívio com nossos falecidos avós, tios, pais e padrinhos desde a década de 1930, quando o assunto entre eles era saúde, não se ouvia falar em AVC, enfarte, diabetes, tendinite, bursite, artrose etc. Não haviam aparelhos sofisticados tais como: ultrassonografia, tomografia computadorizada, ecocardiograma e outros. Havia sim o uso do velho estetoscópio, e o ouvido do Médico no nosso peito, enquanto dizíamos repetidas vezes o número33... Porque 33? Por causa da sonoridade do número que ressoava nos pulmões... Nos tempos da minha avó, as mulheres davam à luz em casa, e aos cuidados de uma parteira. Não havia exame que revelasse o sexo do bebê. Tudo era feito na base de palpites.
Por exemplo: barriga pontuda seria um menino, barriga redonda, diziam e garantiam que seria uma menina. Quando eu nasci, os palpiteiros ao verem a barriga da minha mãe muito grande, diziam que seria gêmeos e assim aconteceu, sendo que eu nasci primeiro e meu irmão logo a seguir. Quanto aos exames laboratoriais, naquela época eram poucos e básicos: sangue, fezes e urina. A urina era colhida em vidros pequenos. No que diz respeito a próteses, marca-passo era coisa inexistente naquela época, aliás, graças a este aparelho e a Deus-Pai Todo Poderoso e com a intercessão de N.Sra de Loreto, é que estou aqui escrevendo para vocês. Voltando ao passado, os remédios em sua maioria eram manipulados nas farmácias, inclusive os homeopáticos. Nas residências era adotada a famosa medicina caseira. Nossos pais diagnosticavam as doenças as quais eram curadas mediante a ingestão de diversos tipos de chá: sabugueiro, folha de laranja da terra, limão, cujo suco no sereno servia como colírio; agrião (xarope), quebra-pedra, manjericão, hortelã, erva de santa Mana, brotos de goiaba. Hoje, se você tem uma prisão de ventre, recomendam uma série de exames, dietas, vários remédios, repouso ele... etc... Isso tudo se não o internarem. Naquela época de poucos recursos médicos, as rezadeiras eram constantemente procuradas, e curavam diversas enfermidades tais como: espinhela caída, cobreiro, dores musculares, caxumba, etc. Também se recorria às chamadas curas através de simpatias populares. Minha mãe (Graças a Deus viva e com 94 anos), diz que quando eu tinha 5 anos, sofrendo de bronquite crônica, fui curado graças a uma simpatia, e que ela não pode dizer como foi, pois há risco da doença voltar. Queridos irmãos leitores, esta era a realidade dos nossos antepassados.
Crendices e curandeirismos eram comuns naquela época e qualquer doença estranha e desconhecida era chamada de zique-zira. Naquele tempo, se você ficasse abestado, depressivo e/ou embirutado. O hospício certamente seria o seu destino. Hoje, senta-se no sofá do analista, e após algumas sessões tudo é resolvido. Mas, se a tecnologia moderna não nos curar, reatará ainda a nossa fé. Assim, em meio as orações e louvores a Deus, cantemos com todo fervor: CURA SENHOR ONDE DÓI.. cura Senhor bem aqui... cura Senhor onde eu não posso ir.
Louvores e Glórias a Deus!
Zamoura (Da Diva) 15 E.C.C
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