Vida de Paulo
É com alegria que Pe. Fernando Capra nos presenteia com uma série de artigos sobre São Paulo.
Iniciamos com o título: A Vida de Paulo.
Mais uma vez agradecemos a gentileza do nosso colaborador.
PAULO NASCE com o alvorecer da salvação esperada por Israel.
Aquela luz que os magos viram no Oriente logo o alcançara no caminho de Damasco para ser, para todos os povos que os magos representam no midrash de Mateus, o evangelizador. A eles chegará com a bagagem de quem estudou aos pés de Gamaliel, tornando-se superior a todos no zelo pela Lei.
Perseguiu, no seu zelo, a Igreja de Cristo, mas o fez por ignorância. A partir do momento em que Cristo o conquistou, considerou tudo um nada para conquistá-lo. Logo após o batismo de Ananias, o vemos pregar em Damasco. Se retira na terra natal para viver a reflexão de três anos que o prepara para o apostolado em Antioquia ao qual o chama Barnabé, até que Deus o chama para a pregação do Evangelho aos gentios. A sua vocação acontece num momento de oração e jejum, o que indica o empenho ascético de Paulo que, de fato o leva, no corpo ou fora do corpo, “só Deus sabe” (2Cor ) a ter visões, raptado até o sétimo céu. Um missionário de profunda vida interior é aquele que empreende a evangelização da Ásia Menor, na sua primeira viagem. Não esmorecerá diante de perigo de ladrões, da fome, diante das prisões, flagelações, lapidações, naufrágios. Serão para ele condições de ver despontar em si a vida, uma vez que é associado à agonia de Cristo. Por isso será capaz de consolar os que estão aflitos para que se associem nas suas tribulações à Paixão de Cristo. A sua atividade apostólica é exercida com a dedicação como de uma mãe que acaricia os seus filhos e de um pai que exorta, admoesta e repreende 1Tss 2,). Ele quer apresentar cada igreja que funda como uma esposa preparada para Cristo. Age na sinceridade de coração, somente preocupado de agradar a Deus. No fim da sua vida, sabe que combateu o bom combate e guardou a fé. No sofrimento do suplício que lhe foi infligido, amadureceu a sua esperança e morreu na alegria do Espírito Santo. |