Meus amados irmãos e irmãs, ei-nos aqui mais uma vez com as nossas notícias paroquiais.
Estamos iniciando o mês de agosto que é dedicado às vocações.
A Igreja ao celebrar as vocações sacerdotais, diaconais, religiosas, familiares e laicas, volta-se para orar e refletir sobre as vocações, pedindo a Nosso Senhor que mande sacerdotes, que sejam verdadeiros pastores e sinal de comunhão e unidade no seio da Igreja.
A cada domingo, na participação do sacramento da Eucaristia, devemos reconhecer, com os olhos da fé que " nos sinais humildes do pão e do vinho, transubstanciados no corpo e sangue de Cristo, Ele caminha conosco, como nosso viático, e torna-se testemunha de esperança para todos". No decorrer de nossa caminhada e no desenvolvimento de nossas vidas, Deus nos revela qual é a nossa vocação, e o que Ele espera de cada um de nós.
A vocação é sempre um chamado do Altíssimo e exige de nós fidelidade, entrega amorosa e uma estreita confiança no Cristo.
Meus irmãos, é muito importante para todo cristão saber reconhecer que é a participação consciente na Eucaristia que alimenta e fortalece toda vocação cristã. Como nos ensina o Catecismo: " O Batismo, a Confirmação e a Eucaristia são os sacramentos da iniciação cristã. São os fundamentos da vocação comum de todos os discípulos de Cristo vocação à santidade e à missão de evangelizar." É conveniente que , em algum momento de nossas vidas nos questionemos sobre o que Deus quer de nós.
Certamente, meus queridos irmãos, a Eucaristia é o celeiro de vocações. Todas as vocações, sejam religiosas, leigas ou sacerdotais, todas nascem da participação ao Cristo Eucarístico. Portanto, a Eucaristia é mais fé e fonte de vocações. Através da Eucaristia todo fiel encontra não apenas a chave interpretativa da própria existência, mas a coragem de realizá-la a ponto de na diversidade dos carismas e vocações construir a única história.
Bem antes de sermos chamados a existir Deus, em seu desígnio de amor, pensou em nós e nos convocou a realizar a nossa vocação cristã no seio da comunidade, desde os primeiros instantes de nossas vidas. Ele nos diz: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi!” Jo 15,16 Ele nos escolheu e nos deu também tudo o que é necessário para que sejamos fiéis.
Meus amados, este mês é tão fecundo que a cada domingo se enfoca uma vocação especial: no primeiro domingo celebramos o Dia do Padre, inspirado na festa de São João Maria Vianney, patrono do clero. O ministério sacerdotal está a serviço de todos os demais serviços na vida da Igreja. A pessoa do padre tem um valor muito grande para a comunidade, uma vez que a ele foi confiada a missão de evangelizar. O sacerdote age em pessoa Christi e é seu representante dentro da comunidade. Ao padre compete ser pastor e pai espiritual pela caridade pastoral, ele deve buscar ser sinal vivo de Cristo Jesus.
No segundo domingo celebramos o Dia dos Pais, a vocação da família representada na pessoa do pai. Em tempos de violência, a perda de valores, a valorização da família é essencial para a sociedade como um todo. A família é chamada por Deus a ser testemunha do amor e da fraternidade, colaboradora da criação.
O pai na família é fundamental. Seu papel de educador, em colaboração com a mãe, é um dos pilares da unidade e bem estar familiar, cujos frutos são filhos bem formados e conscientes do que significa: ser cristão e cidadão. O pai é representante legítimo de Deus perante os filhos e é sua missão conduzi-los nos caminhos de Cristo, da verdade e da justiça e da paz. Meu maior desejo, meus queridos, é que o Dia dos Pais seja uma data repleta de amor e paz, perdão, diálogo entre seus filhos e santos propósitos, eu estarei rezando por vocês.
No terceiro domingo, a Igreja lembra dos religiosos. Homens e mulheres que consagraram suas vidas a Deus e ao próximo. Desta vocação brotam carismas e atrações que enriquecem nossas comunidades com pessoas que buscam viver verdadeiramente seus votos de castidade, obediência e pobreza. São testemunhos do Evangelho. Os religiosos estão a serviço do povo de Deus por meio da oração, das missões, da educação e das obras de caridade.
Já no quarto domingo, dois ministérios leigos, e neste último dia celebramos os nossos queridos irmãos leigos, que entre família e afazeres, dedicam-se aos trabalhos pastorais e também missionários. Os nossos amados irmãos leigos atuam como colaboradores na comunidade, na catequese, na liturgia, nos ministérios de música, na pastoral da saúde, nos movimentos, nas obras financeiras da Igreja e nas diversas pastorais, existentes. Ser leigo é ter consciência do chamado de Deus.
Todo leigo tem um carisma e recebe dons de Deus que são colocados a serviço do próximo pelo bem de todos. Assim esta vocação é doar-se pelo Evangelho e estar junto a Cristo em sua missão de salvação e redenção.
Quando o mês de agosto possui cinco domingos, a Igreja celebra neste dia o ministério do catequista. Os catequistas são, por vocação e missão, os grandes promotores da fé na comunidade cristã, preparando crianças, jovens e adultos não só aos sacra-mentos, mas também para darem testemunho de Cristo e do Evangelho neste mundo.
Meus amados irmãos, obrigado por vocês existirem. Deus seja louvado pela vocação que vocês abraçaram em suas vidas e pelo testemunho que dão em comunidade. Ai de mim se não fosse a vocação leiga, religiosa e sacerdotal. Catequistas, vocês são uma bênção, Deus ilumine suas vidas, pelo serviço de todo dia." Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam" ( 1Cor 2,9)
Meu abraço e minha bênção sacerdotal.
Pe. Francisco de Assis Maria Leite - CRSP
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