“Com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos S. Pedro e S. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus. a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".
Com essas palavras, no dia l ° de novembro de 1950, o S. Padre Pio XII declarava solenemente dogma de fé a gloriosa Assunção de Nossa Senhora. Isso, simplesmente confirmava uma antiqüíssima tradição que se refletia na Liturgia desde os primeiros séculos, ou seja, que por uma graça especial de Deus, o corpo de Maria não sofreu a corrupção e Ela foi levada em corpo e alma para junto de seu divino Filho.
O Concílio Vaticano II reafirma essa verdade na Constituição sobre a Igreja: “A Virgem Imaculada, que fora preservada de toda mancha da culpa original, terminado o curso de sua vida terrena, foi levada à glória celeste em corpo e alma, e exaltada pelo Senhor como Rainha do universo, para que se conformasse mais plenamente com o seu Filho, Senhor dos senhores (cf, Ap 19,16) e vencedor do pecado e da morte" (LG 59).
Depois dos dogmas da Maternidade divina, da sua Imaculada Conceição e da sua Virgindade perpétua, esse quarto e último dogma referente a Maria é uma dedução natural das prerrogativas anteriores.
S. Agostinho, relacionando a assunção à sua maternidade divina, assim escreve: "Já que a natureza humana esta condenada à podridão e aos vermes, e que Jesus foi poupado desse ultraje, a natureza de Maria também esta imune a isso, pois foi nela que Jesus assumiu a sua natureza". E S. Jerônimo, argumenta, baseando-se no afeto filial de Jesus para como sua santíssima Mãe: Aquele que disse: " Honra teu pai e tua mãe "(Ex20,12), e " Não vim destruir a lei, mas cumpri-la" (Mateus 5, 17), certamente honrou sua mãe acima de todas as coisas, e, por isso, não duvidamos que o mesmo aconteceu com a bem-aventurada Maria", ou seja, preservou-a da corrupção.
Pio XII, por sua vez, partindo do dogma de sua Imaculada Conceição, afirma na Encíclica Munificentissimus Deus:"Esse privilégio brilhou com novo fulgor quando o nosso predecessor, de imortal memória. Pio IX, definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição. De fato esses dois dogmas estão estreitamente conexos entre si.
A Assunção de Nossa Senhora não é apenas uma afirmação de sua glorificação, mas também motivo de grande alegria para toda a Igreja, pois como afirma o Vaticano II: "depois de elevada ao céu, ela não abandonou esta missão salutar, mas, pela sua múltipla intercessão, continua a obter-nos os dons da salvação eterna. Com seu amor de Mãe, cuida dos irmãos de seu Filho, que ainda peregrinam e se debatem entre perigos e angústias, até que sejam conduzidos à Pátria feliz " (LG 62)
Dom Mário Teixeira Gurgel,SDS
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