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CRISTO REDENTOR (2) - A importância da Pessoa de Jesus
Cristo
Jesus, o Verbo que se fez carne, pela sua obediência e imolação,
tornou-se a expressão, a mais plena, da criação.
Ele é o adão verdadeiro porque, único, desenvolveu
as condições da criatura em relação
ao seu Criador, sempre fazendo a vontade do Pai. A disposição
permanente e perfeita de obediência nele era fruto de um contínuo
exercício de contemplação.
Deus Pai quis que Jesus vivesse, além da perfeita obediência,
também, a imolação porque esta seria a condição
máxima da sua glorificação, ainda mais que
se realizaria num contexto de amor aos seus irmãos. Dessa
forma a criação chega à expressão máxima
da glorificação do seu Criador, tendo, em Cristo,
o mediador, na condição de criatura consciente que,
voluntariamente realiza em si o que o Criador planejou para a sua
criatura. A Encarnação cria a condição
pela qual a criação chega à máxima glorificação
do seu Criador, ainda mais abrilhantada pela obra da redenção.
Jesus é o Verbo que desce do céu, sobretudo para que
a criação glorifique, por ele, o Criador. Para que
essa glorificação seja ainda maior, Deus faz questão
de remir o homem. A kénosis do Verbo, em si, é grande
dignificação para a criação, mas o é
ainda mais num contexto de redenção, porque vemos
que é a expressão, a mais profunda, do amor do Pai,
a glorificação, a mais alta, do Filho, no seu amor
ao Pai e a nós, e a condição, a mais plena,
da comunicação do Espírito aos homens.
Nessas condições, Jesus revela a maneira exata do
crescimento do homem. Ao ser concebido no seio de Maria, por obra
do Espírito Santo, a sua humanidade é alma vivente.
A partir daquele momento, é a pessoa do Verbo que a conduz,
de glória em glória, até se tornar Espírito
vivificante (1 Cor 15,45). Pelo exercício da contemplação,
o Verbo encarnado desenvolve, na sua humanidade, o conhecimento
de Deus; pela obediência mantém a relação
harmoniosa e necessária da criatura com o Criador e, pela
imolação, vive a perfeita doação em
prol dos irmãos. Vemos, infelizmente, que o homem vive equivocado,
exatamente porque não procura a Deus, conseqüentemente
tornando seu ídolo a criatura em lugar de cultivar o conhecimento
do Criador (Rm 1,19-23). Longe de Deus no seu pensamento, procura
caminhos independentes de realização, seguindo os
vãos arrazoados do seu coração. Em terceiro
lugar, em lugar de viver uma vida de doação, no serviço,
egoisticamente procura a sua realização, chegando
até a oprimir os outros.
Pela sua imolação, felizmente, além de ser
nosso modelo, o homem Cristo Jesus se torna causa da nossa santificação,
seja pela remissão das culpas como pela regeneração
no Espírito Santo que nos mereceu com a sua morte de Cruz.
Portanto ele é para nós o Caminho, na condição
de Princípio santificador, Modelo de Vida e Guia, porque,
pela sua ressurreição, tornou-se nosso Guia Supremo
e Salvador [é assim que o chama Maria Madalena quando Jesus
ressuscitado a ela se revela (Jo 20,16) e São Pedro (At 5,31)].
Perguntas para uma reflexão:
1ª) Qual é a função específica
do Verbo que se fez carne?
2ª) Por que pela Redenção resplandece ainda mais
a glória do Verbo encarnado?
3ª) De que forma Jesus se torna o nosso Caminho
Pe. Fernando Capra - CRSP
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