Ação Social

Em meio à correria do mundo moderno, vivemos de maneira apressada e mecânica. Em uma era onde as máquinas estão invadindo cada vez mais a nossa identidade, faz-se necessário colocá-las em seu papel de ferramentas, sem sobrepor as lentes da verdadeira essência, que é a natureza humana e social.

Na edição desse mês, vamos conhecer um pouco do trabalho que a Pastoral da Ação Social vem desenvolvendo na nossa paróquia. Conversamos com dois integrantes da equipe: Mauro, há 20 anos na pastoral e atual coordenador, e Elaine, coaching da AFISC e integrante da equipe há mais de 10 anos.

Propomos a todos uma reflexão acerca da nossa visão da realidade social que nos rodeia. Até onde conseguimos enxergar, sem que os nossos olhos percam o foco? Pensando nisso, reforçamos a pergunta feita na nossa capa: “Acaso somos míopes”?

 

O Mensageiro: Como vem sendo o trabalho da Pastoral da Ação Social e de que forma ela atua na comunidade?

 

A Pastoral da Ação Social, em sua forma tradicional, já vem atuando há muitos anos na Paróquia do Loreto, recolhendo da comunidade doações em dinheiro, gêneros, roupas e afins. Hoje atendemos a uma base de 130 a 140 famílias, fazendo a distribuição de cestas básicas nas famílias cadastradas, que são inclusas nos programas de acordo com as suas necessidades.

O Mensageiro: Já divulgamos, em outras oportunidades, que a Pastoral da Ação Social está passando por um processo de mudanças na sua forma de atuação, em todo Brasil. Conte um pouco sobre o trabalho que vocês vêm desenvolvendo no Loreto e que mudanças são essas?

O trabalho da Ação Social, até então, tinha um caráter mais assistencialista, possibilitando que muitas famílias se acomodassem durante anos sem querer se desvincular do projeto. Houve então uma orientação da Arquidiocese para que fosse criado um programa de promoção pessoal com o objetivo de levar as famílias a caminhar com recursos próprios. Dessa forma nós estamos ampliando o nosso foco de atuação junto a essas famílias, criando possibilidades de estarmos frente a frente com elas, escutando suas dificuldades e caminhando juntos nessa direção. A ideia é que eles passem a ser acolhidos e não assistidos, no sentido próprio das palavras. Essa é a nova postura! Para isso foi criado o programa AFISC, Acompanhamento Familiar de Inclusão Social e Cidadania. A Ação Social não tem intenção de extinguir a entrega de bolsas, principalmente a curto e médio prazo. O objetivo é conseguir dar a essas atuais 130 famílias a capacidade de autossubsistência, e inserir outras 130 para que comece novo ciclo. O plano não acabaria, mas teríamos uma migração para uma possibilidade maior.

O Mensageiro: Elaine, como funciona o programa AFISC?

Fazemos uma triagem entre as famílias cadastradas e depois disso os agentes pastorais fazem uma visita domiciliar para conhecer em loco todas as necessidades. É preenchido um questionário com as informações sobre as condições de educação, saúde, alimentação, moradia e recursos. Baseado nisso cria-se então o plano de ação dentro da AFISC, levantando possibilidades de ajuda nos vários segmentos. Contamos com ajuda de vários profissionais voluntários, como nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e outros. Inseri-los nos projetos sociais do governo, é função de nossas atuais assistentes sociais. O meu trabalho é como coaching, que dá foco a alocação profissional, começando com o resgate da autoestima, para que comecem a enxergar dentro dos seus limites, a possibilidade de outro caminho. Consequentemente a ideia é criar condições de inseri-los no mercado de trabalho com o aumento da renda. Iniciamos com um plano piloto incluindo 10 famílias, avançamos com 8, e 5 delas nós já podemos dizer que foram orientadas aos programas do Governo.

O Mensageiro: Em relação à evolução dessa nova proposta, o que está em fase de desenvolvimento e ainda deve ser implantado?

Findada esta primeira parte, estaremos reiniciando a segunda fase com 20 novas famílias e para isso vamos precisar aumentar nossa capacidade de atendimento. Dentro dessa premissa, fizemos contatos na comunidade via movimentos como ECC e Fé e Dons e estamos enviando às pessoas interessadas em entrar na Pastoral, um e-mail convite para participarem de uma explanação sobre a Pastoral. Será realizada no dia 14 de Julho, às 19:30h no CEPAR. E assim, cada um dentro do seu coração, além de ter a oportunidade de saberem onde gostariam de participar, também passarão a entender como funciona o nosso novo foco de atuação, que hoje tem um caráter formador.
Queremos também resgatar a cultura de doação de alimentos não perecíveis nas missas. Muitas paróquias o fazem. Acreditamos em uma comunidade receptiva a isso e para isso, pensamos em criar mecanismos de divulgação sempre contando com a dedicação dos nossos membros e dos novos que com certeza virão.
Hoje, os recursos que dispomos se dividem em doações em espécie e mantimentos, vendas da cantina e eventos que promovemos. Agradecemos de coração às poucas pessoas que contribuem há muito tempo com a Pastoral. Mas a ideia é disseminar entre a comunidade à prática dos donativos para que não fiquemos tão dependentes e nem sobrecarreguemos poucos. E se queremos pensar em ajudar mais famílias, precisaremos de mais recursos.

O Mensageiro: Quais são os pontos de maior dificuldade no trabalho a AS e por quê?

Aumentar o nosso exército de agentes para ampliar novas frentes de acolhimento. Mais pessoas, mais ideias, mais braços, mais olhares… Começamos com 10 famílias, mas agora estamos com um grande desafio de iniciar essa segunda fase com 20, então precisamos dobrar o nosso número de voluntários.

Temos uma importante fonte de recursos da Pastoral, mas que é também um grande problema, que é a cantina. Estamos tendo dificuldades em mantê-la funcionando devido à ausência de voluntários. Não é preciso fazer parte da pastoral, muitos são voluntários da Paróquia. Antes a escala era trimestral, mas como o número de voluntários diminuiu, agora é quase mensal. Ainda assim é dividido por turnos, o que não o torna pesado.
Aumentar a divulgação junto à comunidade, para ampliar as fontes de recursos e participações dentro das pastorais. Resgatar a cultura dos alimentos não perecíveis nas missas. Aumentar o número de profissionais voluntários dentro da AFISC.

Das 130 famílias que atendemos hoje, 48 são idosos. Por conta disso enfrentamos muitas barreiras com a dificuldade de inclusão social, tanto pela idade quanto pela saúde. Um dos nossos grandes desafios é buscar para os idosos um plano específico, direcionado e eficaz, onde a gente possa ajudá-los fazendo esse acolhimento. Para os que estão em fase ativa, a gente busca alternativa, mas quando são os idosos existe a grande indagação do que fazer e como fazer para que eles também se sintam acolhidos e não mais somente assistidos.

 

O Mensageiro: Vocês acham que a comunidade reconhece a necessidade do irmão mais carente? Como é a resposta quando vocês solicitam ajuda?

Sim, a resposta da comunidade é muito positiva. Ela reconhece essa importância, seja com doações, ou realizando gestos de solidariedade. Um exemplo disso foi quando, há cerca de quatro anos, nós instituímos o sistema de apadrinhamento de famílias carentes no natal. A ideia era tentar fazer com que a comunidade participasse mais. Desde então, as festas tem uma receptividade foi muito boa, com doação de tempo, presentes e muito carinho. Mas para evoluir com os nossos projetos, nós precisaríamos de uma participação maior, e nesse sentido sentimos muita falta de uma divulgação dos trabalhos comunidade.

O Mensageiro: De que forma a Comunidade do Loreto poderia ajudar?

Precisamos de mais espaço para divulgação do nosso trabalho dentro dos movimentos e demais pastorais da igreja. Se nos derem uma oportunidade, nós vamos até os círculos, por exemplo. Precisamos muito da ajuda dos coordenadores. Muitas vezes detectamos círculos bíblicos, atuando há dois anos ou mais, sem que nenhum dos participantes esteja engajado em uma pastoral. Se necessário, assim como fomos convidados para palestrar no aprofundamento do ECC e no Fé e Dons, vamos a outros, com o maior prazer. Por causa dessas oportunidades já temos pessoas que entraram para a pastoral.

O Mensageiro: E como fazer para entrar para a Pastoral?

Como dissemos, precisamos muito de voluntários. Estamos em fase de expansão e precisamos aumentar urgente nosso contingente do exército. São muitas as ideias, mas se não tivermos quem as execute nós vamos perdê-las. E a Ação Social tem uma particularidade dentre as outras, não que seja melhor, ou pior, mas é diferente, pois já abrimos o mês com uma dívida de 130 cestas, o que significa mais de 10 mil por mês para arrecadar. E por mais que tenhamos problemas, não podemos nunca deixar de realizar uma reunião, pois quem tem fome, tem pressa! Então temos que nos virar. O que nos dá mais conforto é saber que Deus sempre provém. Mas ainda assim precisamos fazer a nossa parte, ser multiplicadores.

Precisamos de ajuda em todas as áreas, são vários segmentos profissionais, mas mesmo quem não possui uma formação também pode ajudar. Se você der um bom dia, para um acolhido será muito, pois eles sentem-se muito à margem. Então há muito que fazer! Para conhecer a Pastoral atuando, nós orientamos, que compareçam ao último domingo do mês e vejam a sistemática de todo o processo. Caso não possam comparecer, podem fazer o cadastro pelo endereço eletrônico da nossa página, que é: www.loreto.org.br/acao, ou entrar em contato conosco pelo telefone da pastoral, 988158625.

O Mensageiro: Gostaríamos que vocês deixassem aqui uma mensagem para o nossa comunidade.

A mensagem que poderíamos deixar, na verdade não é nossa, mas do Papa Francisco. E ela traduz de forma perfeita a base do nosso trabalho com a AFISC: “Somente a acolhida não basta, não basta dar um sanduíche se não for acompanhado da possibilidade de aprender a caminhar com as próprias pernas, a caridade que deixa os pobres assim como são, não é suficiente. A misericórdia verdadeira, aquela doada e ensinada por Deus, pede a justiça, pede que o pobre encontre o caminho para deixar de ser como é”.

E já que estamos falando da miopia social, a melhor forma realmente de corrigi-la seria através das lentes da compaixão. Sem julgamentos. Nada do que eu diga, será tão tocante e abrangente quanto o que o Papa nos disse. A gente sempre vai usar motivos, dar razões para não fazer, mas toda escolha tem uma consequência, e muitas vezes as escolhas por mais difíceis que pareçam, nos geram consequências muito positivas. A gente tem que dar o primeiro passo, senão não consegue de jeito nenhum. Basta querer!

Entrevista: Luciana Magalhães

Pascom Loreto

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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