Caríssimos irmãos, chegamos ao ápice da fé cristã: A Ressurreição de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! A Páscoa é a celebração da passagem... Cristo passa deste mundo para o Pai, e passa através do sacrifício de sua paixão e morte. Deus Pai ressuscita seu Filho e dá a palavra final que supera toda a morte e toda a crueldade dos pecados humanos. No contexto das celebrações cristãs da Páscoa de Jesus, somos movidos pela urgência de considerar a morte e ressurreição de Jesus e focalizar as nossas vidas e a realidade do mundo atual para tentar identificar os frutos da obra redentora de Cristo. A morte de Jesus, como redenção do pecado e morte do velho homem, não traria nenhum proveito para a humanidade se não fosse seguida da graça da vida nova. Como dom que introduz uma vida nova na existência humana, a ressurreição constitui o fundamento para a esperança certa a respeito do destino feliz da humanidade. Essa certeza é co-dividida por quem acolhe em sua vida a força do Cristo Ressuscitado, como podemos ver em I Cor 15, 12-19: “Ora, se se prega que Jesus ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns de vós que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, nem Cristo ressuscitou. Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a nossa fé.. Além disso, seríamos convencidos de ser falas testemunhas de Deus, por termos dado testemunho contra Deus, afirmando que Ele ressuscitou a Cristo, ao qual não ressuscitou (se os mortos não ressuscitam)” e ainda em Rom 8, 18-25: “Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não tem proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou). Todavia, com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo. Porque pela esperança é que fomos salvos. Ora, ver o objeto da esperança, já não é esperança; porque o que alguém vê, como é que ainda o espera? Nós que esperamos o que não vemos, é em paciência que o aguardamos”.
Amados, a ressurreição é a confirmação da verdade das reivindicações de Jesus; é a resposta do Pai que assume a causa do Filho como sua, que aceita como agradável seu sacrifício. A ressurreição de Jesus é o cumprimento do Plano de Amor de Deus pelo ser humano. É a base de nossa fé. Por isto, é importante aprofundar nossa compreensão. Realmente é um desafio falar sobre a ressurreição de Jesus. Todo discurso a este respeito é sempre limitado e parcial, mas temos que nos apoiar na fé. Sob o olhar da fé, a vida e a morte ganham pleno significado e abre-se caminho para compreender a ressurreição. Sem a fé o próprio viver parece um absurdo. Muita coisa nos indica o que significa morrer. Já durante a vida sentimos a morte nas perdas que sofremos (da saúde, de uma pessoa amada, de oportunidades, até mesmo quando saímos da graça de Deus) e assim fazemos a experiência do fracasso, da desilusão, da impotência. Somente pela fé sabemos que não estamos sós, que brilha dentro de nós a presença de Deus e que nossa vida não termina dentro dos limites do tempo e do espaço, porque Alguém já venceu por nós a morte e continua vencendo a cada dia, a cada momento por cada um de nós. Aleluia!!!!!
A narrativa do Evangelista Lucas nos mostra com clareza a verdade que precisamos abraçar, vejamos em Luc 24, 2-8: “Acharam a pedra removida longe da abertura do sepulcro.
Entraram, mas não encontraram o corpo do Senhor Jesus. Não sabiam elas o que pensar, quando apareceram em frente delas dois personagens com vestes resplandecentes. Como estivessem amedrontadas e voltassem o rosto para o chão, disseram-lhes eles: “Porque buscais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como Ele vos disse, quando ainda estava na Galiléia: O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores e crucificado, mas ressuscitará ao terceiro dia”. Queridos, esta foi a experiência dos primeiros discípulos de Jesus. Viveram com Jesus e o viram morrer, sentiram que o tinham perdido, e se alegraram com sua Ressurreição. Resta-nos afirmar que a ressurreição de Jesus é um fato real, mas que ao mesmo tempo, transcende qualquer possibilidade de compreensão racional. Precisamos sempre nos basear na fé dos discípulos para que nossa fé se fortaleça. Se sabemos que Jesus saiu vitorioso da morte, portanto não precisamos mais temer. Um novo horizonte se abriu. Quando os discípulos se deram conta disto, não hesitaram, com grande alegria anunciaram que o Mestre estava Vivo. Esta fé, pela misericórdia de Deus, chegou até a nossa vida. Hoje, somos nós as testemunhas da presença de Jesus vivo. Com a mesma alegria e entusiasmo, proclamemos a todos esta Boa Notícia que poderosamente ressoa através dos séculos: Ressuscitou!!!! Jesus Ressuscitou!!!!!! Ele Vive!!!!! Aleluia!!!!
Entre todas as grandes proclamações da História, nenhuma se compara, em grandeza de significação a esta simples afirmação: “Ressuscitou”. Esta declaração levou o espanto e a alegria aos seguidores de Jesus. Ela se tornou o assunto central da pregação apostólica. Por esta magnífica expressão de triunfo, agradeçamos a Deus pelo fato maravilhoso que é a ressurreição de Jesus e tomemos a decisão de viver cada dia como seguidores vitoriosos de nosso triunfante Senhor, de maneira que possamos elevar-nos para estar com Ele um dia na Eternidade.
Uma Santa e Feliz Páscoa!
Ricardo da Liturgia das 10h