SOB O PATROCÍNIO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2008, QUE TEM COMO TEMA “FRATERNIDADE E DEFESA DA VIDA” E COMO LEMA “ESCOLHE, POIS , A VIDA” o Jornal “ O Mensageiro” vem trazer até vocês uma entrevista com uma Neite, que se dedica muito à defesa da vida.
ENT: Professora Neite: O aborto é hoje em dia, uma das grandes ameaças à vida humana. A vida surge a partir do momento em que óvulo é fecundado. Qualquer interferência para interromper o processo de desenvolvimento dessa vida é um ato de violência contra a espécie humana. Seria uma questão meramente religiosa?
NEITE: Antes mesmo de ser uma questão religiosa, o aborto é um atentado à lei natural, não pode ser apoiado pela sociedade, especialmente por aqueles que acreditam que receberam a vida em plenitude trazida por Jesus Cristo.
Não há dúvidas que existem argumentos diferentes e teses as mais variadas sobre quando começa a vida humana, nenhuma delas no entanto, consegue negar que o processo começa na fecundação. A partir desse ponto começam considerações variadas sobre maior ou menor nível de consciência e percepção de vida, mas ao final é VIDA.
ENT: Não lhe parece que é preciso ainda, não tratar esse assunto com simplicidade tal que, considere que as mulheres que abortam fazem isso com satisfação, ou que se trata de uma decisão sem conseqüências sejam físicas , sejam psicológicas?
NEITE: A busca desse tipo de solução para eliminar uma “ vida não desejada” é o resultado de uma série de fatores que precisam muita atenção de todos nós e que passam por aspectos que vão, desde o não conhecimento da gravidade do gesto, até a influência de terceiros e a total falta de segurança de como cuidar daquela vida que está a caminho.
ENT: Tem sido divulgado pela imprensa que o aborto no Brasil é uma caso de saúde pública que precisa ser resolvido com urgência, assim, a legalização do mesmo seria uma forma de evitar que continuassem a acontecer tantas mortes e danos a saúde às mulheres causados por ações clandestinas. Autorizar e até estimular o aborto seria uma solução?
NEITE: Muitas pessoas também acham que, se a mãe não tem condições de criar a criança,seja do ponto vista material, seja do ponto de vista psicológico, seria melhor evitar seu nascimento, pois a tendência da criança seria se tornar um pária na sociedade, ser rejeitada por ela e , com isso, agravar a violência e a desordem no meio em que vive. Não acredito que esse caminho seja o mais adequado.
ENT: A Campanha da Fraternidade inclusive, alerta que não se pode buscar proteger um grupo de pessoas, eliminando-se seres inocentes e indefesos. O desafio é defender os dois grupos e não, eliminar um deles.
Há também o argumento de que a mulher, sendo aquela na qual a criança é gerada e da qual vem seu sustento inicial, deveria ter o direito de optar pelo aborto , caso considerasse necessário. Não deixar a mulher exercer esse direito seria uma violação de sua liberdade. O conceito seria de que o ser humano nesse caso a mulher- é dono de seu próprio corpo e , como tal, caberia a ela decidir se deve , ou não , permitir o desenvolvimento daquela vida. Você como ser humano e como mulher como avalia essa posição?
NEITE: Essa argumentação está, de repente, desconsiderando que existe uma outra vida ( a vida do Bebê) e que, pela lei natural, não é permitido a um ser humano, tirar a vida de outro indefeso e que não pode, e não quer, lhe atacar.
Tanto a mulher, quanto o homem, tem a plena liberdade de decidir quando vão iniciar o processo de gestação da vida. É nesse ponto que a decisão precisa ser tomada. É nessa hora em que a liberdade deve ser usada.
ENT: Como parte da Sociedade e, mais ainda como Cristãos, há então a obrigação de atuar para que, tanto no relacionamento entre homem e mulher , do qual gera a fecundação, quanto na gestação e no crescimento da criança, haja o comprometimento responsável de todos os que estão envolvidos direta, ou indiretamente com esse homem e mulher.
NEITE: É , fundamental que cada um esteja convicto dos conceitos de preservação da vida e das exigências de uma paternidade e maternidade responsáveis.
É também necessário que as pessoas se disponham a orientar as outras nesse sentido , e acolher aquelas mais necessitadas, especialmente aquelas mães que vivem o drama de não saber como vão criar aquela criança que está no seu ventre. O desafio é grande, mas a esperança Cristo, Jesus, é muito maior. Ele, que é ser humano renovado, o novo Adão , o ser humano perfeito.
Ele é vida e nossa única opção.
ENT: Muito obrigado prof. Neite e convido a todos a reverem a íntegra dessa entrevista no próximo número do jornal o Mensageiro e lembrem-se, sempre em qualquer situação “escolhe, pois, a vida”. 27 de fev de 2008. |