A partir de 1º de abril deste ano, os cristãos irão celebrar a Semana Santa. Todas as comunidades se preparam para reviver os acontecimentos decisivos da vida de seu irmão maior e Senhor, Jesus Cristo.
"Páscoa de Cristo na páscoa da gente, páscoa da gente na Páscoa de Cristo. Que assim seja!”
DOMINGO DE RAMOS
O Senhor vem!
Era o Messias entrando em Jerusalém! Os pobres, aqueles que já haviam sido perdoados, curados, que sentiram-se amados por ele agora o recebem triunfalmente pelas ruas. Um novo Rei em suas vidas!
Instantes depois, veremos no Evangelho da Paixão que este mesmo povo permanecerá inerte diante das acusações contra o Servo Sofredor ou, em alguns casos, colaboram nestas acusações. Por que o coração humano parece tão dividido nestas situações? Por que costumamos aceitar facilmente um Deus triunfal, majestoso, poderoso e não conseguimos admitir a idéia de um Deus sofredor que espera nossa ajuda?! Onde? Na pessoa dos mais sofredores, excluídos da sociedade, esquecidos em nossa agenda de cristãos. Sim, o Senhor não espera tanto os seus gritos de louvores... Espera mais a sua ação para que seu sofrimento na pessoa do irmão diminua.
SEGUNDA- FEIRA SANTA
Iniciamos as celebrações da Semana Santa com a entrada de Jesus em Jerusalém (Domingo de Ramos). Esta é a semana em que o povo católico mais procura a Igreja. É tempo de conversão e de mudança de vida. Mas a busca do Senhor não se faça só nesta semana.
Neste resumo da nossa vida: com vitórias e fracassos, fidelidades e traições, saibamos reconhecer no próprio Jesus, que se entregou à morte por nós, o Servo Sofredor, descrito por Isaías.
Jesus, Servo de Javé, implanta a justiça e liberta através de seus seguidores.
TERÇA-FEIRA SANTA
Todo o drama dos afetos e amizades traídos é experimentado por Jesus nesta semana. As traições de Judas e de Pedro são prova disso. São sinais de nossa fragilidade de homens e mulheres, e mostram que somente uma adesão incondicional pela fé ao Senhor permite caminharmos com total fidelidade aos planos do Pai.
A antífona de entrada da missa diz: "Não me deixeis, Senhor, à mercê de meus adversários, pois contra mim se levantaram testemunhas falsas, mas volta-se contra eles a sua iniquidade" (Sl26, 1 2).
Ponhamos nas mãos do Senhor nossas aflições; ele nos alivia.
QUARTA-FEIRA SANTA
No dia de hoje a leitura de Isaías nos mostra que o Senhor Deus está ao nosso lado pronto a nos inspirar o que devemos fazer, contanto que aprendamos a escutar dele mesmo qual é a sua vontade, cumprindo-a diariamente. É justamente esta inabalável confiança no Pai que deve dar ao que crê a força para enfrentar as situações mais sem sentido do dia-a-dia.
Que a certeza expressa pelo evangelista possa nos animar ao seguimento de discípulos: "O Filho do homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para a salvação de todos" (Mt 20, 28).
QUINTA-FEIRA SANTA
Celebramos, hoje, a memória da Ceia do Senhor, com a instituição da Eucaristia. Para bem compreendermos o gesto salvífico de Jesus, urge situar-nos nos gestos concretos realizados por ele. A Eucaristia não vem como algo separado de outras ações do Mestre. Ele próprio nos demonstra isso, ao executar o gesto do Lava-pés minutos antes da ceia judaica.
Isto porque o serviço e a caridade devem acompanhar a partilha do que os irmãos de fé têm e são.
Em comunidade reconciliada, onde perdão e mútua preo-cupação acontecem, é possível viver eucaristicamente.
SEXTA-FEIRA SANTA
Deus nos ama profundamente com gestos profundos. Toda a liturgia desta Sexta-feira Santa nos recorda isto. Dá passos concretos em direção da humanidade desde a criação do mundo.
Quando as pessoas se afastam de seus caminhos, chama-as à conversão pelos profetas. E ante o fechamento e endurecimento dos corações, envia seu Filho unigênito como vitima de expiação por nossos pecados.
Na história da humanidade só nosso Deus, por amar profundamente suas criaturas, chegou ao ponto de morrer por elas.
Senhor, sê nossa força.
SÁBADO - VIGÍLIA PASCAL
Deus assumiu tão profundamente suas criaturas, a ponto de morrer pelo bem delas.
Morrer? Sim e não.
A Vigília Pascal nos reserva uma gratificante surpresa: o triunfo do poder de Deus sobre a própria morte.
Jesus atravessará os portais da mansão da morte, vencendo-a, provando que o Pai confirmou todos os gestos que ele, Jesus, realizou em vida.
Todos os cristãos são convidados a ficar em estado de vigília, à espera da Ressurreição, confirmando e animando os irmãos na fé, e resgatando da morte pelas águas do batismo os novos seguidores de Cristo.
DOMINGO DE PÁSCOA
Surpresas de Deus
Deus sempre nos apronta pequenas surpresas. Surpresas agradáveis! Na manhã da Páscoa, a maior de todas as surpresas, que mudaria os rumos da História: havia vencido a própria morte, ressuscitara!
Sinais silenciosos de Deus, sem deixar vestígios violentos ou imponentes a não ser a pedra removida e os panos de linho dobrados no sepulcro. Para alguns, pareceu loucura afirmar a ressurreição. Ainda hoje o dizem: loucura! Para a simplicidade dos primeiros discípulos foi o sinal suficiente que arrastaria o cristianismo pelos quatro cantos do planeta através dos séculos futuros. Jesus ressuscitou, meu irmão! Alegre-se na sua dor, ele venceu toda forma de morte e vai ajudá-lo a vencer a sua.
Participe de uma celebração em sua igreja neste dia! Alegre-se com sua comunidade! Ponha diante do Ressuscitado o que mais o oprime: ali se elaborarão as forças para uma vida nova, para amar. |