“Eis o Homem”
(Jo19,5)
Assim, Pilatos apresenta Cristo à multidão.
Na opinião do poder estabelecido aquele Homem da Palestina havia falado demais.
Quando alguém, destemidamente, fala da injustiça e revela suas causas, lhe é dito que fala demais, porque incomoda os poderosos, já que pode despertar os acomodados.
Neste número publicamos o roteiro da Semana Santa em nossa paróquia e algumas matérias que focalizam o incrível e terrível momento, que vivemos em nossa cidade com a violência em seus níveis mais elevados.
E a pergunta que todos fazem: O que eu posso fazer?
Aproveitemos esta semana para refletirmos de que maneira podemos trabalhar para que possa acontecer em nós, uma mudança pessoal e profunda, para vencermos o isolamento e o individualismo, aprendermos a ser mais solidários e assumirmos o compromisso de construir uma sociedade mais justa e fraterna.
A verdadeira fé se manifesta na dimensão pessoal e na dimensão social. Jesus nos ensinou que somos templos de Deus, e tudo que fizermos aos outros, aos pobres , frágeis e carentes, estaremos fazendo a Deus e por isso, Jesus assumiu o sacrifício da cruz.
Ensinou também, que se a justiça dos seus discípulos não superar a dos pagãos, então não será possível entrar no Reino de Deus. Superar o egoísmo, o comodismo, a mediocridade supõe esforço e sacrifício.
Neste mundo moderno violento e conturbado por contravalores, tomar a cruz de cada dia e seguir o Cristo é indispensável.
Diante do dilema, em quem acreditar, em quem se apoiar, para quem olhar na busca de um sentido maior para a vida, a Igreja, na quaresma, com o mistério da Semana Santa, culminando com a Páscoa do Senhor, aponta Jesus Cristo como sendo o Mestre e o Guia.
Diferentemente do intuito de Pilatos, o " Eis o Homem", Jesus de Nazaré, apresentado no cristianismo, luta por amor, paz, justiça o Reino de Deus mesmo com sacrifício.
O Mensageiro
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