Carta 10
Guastaila, 11 de junho de 1539 J + C
Ao Nosso Cordial Filho, Sr. Batista Soresina
Meu caro filho em Cristo, saudações.
Como recebi uma carta sua, não posso deixar de saudá-lo e de escrever-lhe umas palavrinhas.
Meu desejo foi sempre o de vê-lo progredir sem parar. E, se por acaso, ficar claro que você não está seguindo as minhas orien tações, mesmo que se comportasse assim por ignorância, por falta de atenção e não por maldade, isso teria sido, para mim, como uma facada no coração. Fica pior ainda, se fosse uma falta contra outras pessoas, porque as imperfeições praticadas contra os outros doem mais do que se fossem contra mim: a mesma coisa é a alegria que tenho por causa dos gestos concretos praticados em favor dos outros: ela é muito maior do que se esses gestos fossem feitos em meu favor. Isso mostra que há, em você, grandes valores e que você os vive por causa de uma obediência consciente, mantendo sempre o mesmo fervor, quer eu esteja presente ou não, na frente dos outros e dos padres também.
Que alegria para São Paulo quando afirmava que os cristãos de Corinto tinham visto que era tudo verdade o que ele dissera a Timóteo e a Tito (2Cor.7,13-14).
Por isso, se os outros considerarem vocês como pessoas simples, fervorosas, preocupadas com o crescimento do próximo, não assustadas com a violência das paixões ou das tentações, mas conservando sempre uma firme vivência dos valores, nos momentos difíceis e nos tranquilos e consoladores; se encontrarem vocês tal qual eu os descrevi e do jeito que eu desejo, acreditem: isso me encherá de muita alegria! Mas, se fizerem o contrário, irão causar-me aflição e morte!
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