Educação e saúde já!
Quando escrevi meu último artigo para o jornal no mês passado tudo estava muito corrido, as coisas aconteceram muito de repente e eu acabei escrevendo quase que uma cópia de um artigo que escrevi no ano passado sobre o mesmo tema; estar indignado.
Estávamos indignados por mais um crime hediondo, mais um crime que abalou o país e todos fomos para as ruas, os políticos repetiram as mesmas coisas que estão falando agora, a sociedade fez passeatas, reuniu autoridades, celebrou missas, e colheu assinaturas. De lá para cá pouca coisa mudou.
Continuamos indignados. A imprensa colheu seus frutos com o sensacionalismo, os políticos colheram seus votos e a sociedade continuou indignada.
Do assassinato do menino João Hélio, de um mês para cá, já aconteceram outros tantos crimes que abalaram a sociedade, o último, semana passada, uma garotinha morreu com uma bala perdida. Novamente ficamos indignados por mais um crime hediondo, mais um crime que abalou o país e todos fomos para as ruas, os políticos repetiram as mesmas coisas que estão falando agora, a sociedade fez passeatas, reuniu autoridades, celebrou missas, e colheu assinaturas. De lá para cá pouca coisa mudou.
Continuamos indignados. A impressa colheu seus frutos com o sensacionalismo, os políticos colheram seus votos e a sociedade continuou indignada.
Não se assustem, não é um erro de diagramação, a repetição desta longa sentença é a mesma repetição do nosso dia a dia e nem sempre nos damos conta de que tudo está se repetindo.
Acho apenas, que no coração daqueles que perderam seus entes queridos, nessa batalha a dor não se renova: - se repete numa ferida que não quer fechar.
Continuo não tendo solução para o problema, mas tenho uma visão meio ranzinza de onde tudo começou. Já disse aqui em algum artigo: muitos jovens morreram na ditadura militar lutando por um país livre. Eles queriam a liberdade de expressão, batalharam por isso, e hoje temos a liberdade de fazer uma música xingando, zoando, faltando com o respeito a todos os valores familiares e muito mais. Pior que isso, temos rádios para executar essas músicas. Tudo em nome da liberdade de expressão. Pode-se construir uma sociedade melhor jogando no lixo o pouco de educação que temos?
O desamor a Deus tem muito a ver com isso, dar educação religiosa aos filhos tornou-se "mico", todos querem ter seus filhos "espertos" e conseguem não tê-los por muito pouco tempo.
Assim como fizemos na campanha das diretas já, nos caras pintadas do fora Collor, temos que parar esse país para mostrar nossa indignação de forma ordenada e também com volume e força. Passeatas isoladas aqui e ali não resolvem, vamos parar o país para que nossos políticos executem agora as medidas que farão efeito daqui a vinte anos. Falar de educação e saúde tem que deixar de ser demagogia, não se constrói uma sociedade melhor tratando como brincadeira, itens tão importantes. Talvez para os jovens que hoje cometem crimes, não se tenha uma solução imediata, mas para aqueles que virão, é possível fazer muita coisa e infelizmente, para que isso aconteça vamos ter que nos envolver naquela coisa nojenta que muitos odeiam; política.
Mudar o código penal agora, pode aliviar algumas dores imediatas, mas se nada for feito de base agora, nem mil Maracanãs serão suficientes para guardar os presos. Nossos últimos governantes, em especial no Rio de Janeiro, foram um fracasso total, vai levar muito tempo para curar as feridas, então vamos começar agora. Educação de base e saúde para todos.
Vamos começar já.
P.S. A Campanha da Fraternidade já abordou esses temas e todos acharam que não era importante.
P.S. do P.S. Vamos começar ontem.
Paulo Sobrinho e Solange
loretando@oi.com.br
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