O espírito quaresmal nos encaminha para a Semana
Santa, que precede a Páscoa.
Na segunda, terça e quarta-feira
da Semana Santa, a Igreja prepara-se para o Tríduo Pascal, contemplando
o Servo sofredor. Nesse período, aparecem como figuras eloqüentes,
Maria, a Mãe de Jesus, Maria Madalena, que perfuma o corpo do Senhor, Pedro
e Judas.
Na liturgia romana o Tríduo Pascal é ponto culminante:
"não se trata de um tríduo preparatório para a festa
da Páscoa, mas são três dias de Cristo crucificado, morto
e ressuscitado. Tem início na celebração da Ceia do Senhor,
na Quinta-feira Santa, na missa vespertina, terminando com o domingo de Páscoa"
(cf. Vivendo a Semana Santa - O Mistério Pascal celebrado no Brasil, pág.
46). São dias dedicados a celebrações e orações
especiais.
Na Quinta-feira Santa comemoramos a última Ceia da páscoa
hebraica que Jesus fez com os 12 apóstolos antes de ser preso e levado
à morte na cruz. Durante esta ceia, Jesus instituiu a Eucaristia e o sacerdócio
Cristão, prefigurando o evento novo da Páscoa cristã que
haveria de se realizar dois dias depois. O Cordeiro pascal a partir dessa ceia,
é Ele próprio, que se oferece num voluntário sacrifício
de expiação, de louvor e de agradecimento ao Pai, marcando assim
a definitiva aliança de Deus com toda a humanidade redimida do poder do
maligno e da morte. A simbologia do sacrifício é expressa pela separação
dos dois elementos: o pão e o vinho, a carne e o sangue, o Corpo e o Espírito
de Jesus, inseparavelmente unidos e separados, sinal misterioso ao mesmo tempo
de vida e de morte.
Esse evento do mistério de Jesus é também
profecia e realização do primado do amor e do serviço na
sua vida e na dos que crêem, o que se tornou manifesto no gesto do lava-pés.
Depois do longo silêncio quaresmal, a liturgia canta o Glória. Ao
término da liturgia eucarística, tiram-se as toalhas do altar-mor
para indicar o abandono que o Senhor vai encontrar agora; a santa Eucaristia,
que não poderá ser consagrada no dia seguinte, é exposta
solenemente com procissão interna e externa à igreja e a seguir
recolocada sobre o altar da Deposição até a meia-noite para
adoração por parte dos fiéis.
Na Sexta-feira Santa
a Igreja não celebra a Eucaristia. Recorda a Morte de Cristo por uma celebração
da Palavra de Deus, constando de leituras bíblicas, de preces solenes,
adoração da cruz e comunhão sacramental.
A noite do
Sábado Santo é a "mãe de todas as vigílias",
a celebração central de nossa fé, nela a Igreja espera, velando,
a ressurreição de Cristo, e a celebra nos sacramentos.
A
liturgia da Noite Pascal tem as seguintes partes: Celebração da
Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística.
O
Tríduo Pascal termina com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.
Na verdade o Cristo ressuscitou, aleluia! A ele o poder e a glória pelos
séculos eternos.
Uma feliz e abençoada Páscoa!
Na
verdade o Cristo ressuscitou, aleluia!
A Ele o poder e a glória
pelos séculos eternos.
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