Meus queridos Paroquianos, Novamente nos encontramos
para as notícias paroquiais e ao mesmo tempo para meditarmos sobre a Páscoa
de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Nossa Quaresma está quase chegando
ao final, já quase podemos ouvir o canto dos anjos de Deus para toda humanidade:
Ressuscitou, ressuscitou, ressuscitou! É isto mesmo, meus irmãos,
depois de um longo tempo de penitência, oração e sacrifícios
chega para nós a glória da ressurreição, para quem
foi fiel a Ele neste tempo quaresmal, também ressuscitará com Ele.
Creio que já podemos degustar a Páscoa do Senhor e nossa páscoa,
período que compreende cinqüenta dias (pentecostes) vividos e celebrados
como um só. Este é o tempo mais importante do ano litúrgico,
inaugurado na Vigília Pascal e celebrado durante sete semanas até
Pentecostes. É a passagem de Cristo, do Senhor que passou da morte à
vida.
Os judeus já tinham a festa da semana (Dt 1, 9-10), festa
inicialmente agrícola e depois comemorativa também chamada Aliança
do Sinai. Os cristãos organizaram rapidamente as sete semanas de uma forma
mais prolongada e assim pudemos ter a graça de prolongar a alegria da ressurreição.
Queridos
irmãos, vamos aproveitar bem este tempo santo vivendo cada momento com
intensidade, de modo especial procuremos viver bem a Semana Santa, começando
com o Domingo de Ramos, fazendo nosso gesto concreto que é a nossa contribuição
nos envelopes para a Campanha da Fraternidade, para ajudar nossos irmãos
especiais da Campanha deste ano, que é: Deficientes e Fraternidade, que
tem um lema questionador e exortativo: "Levanta-te e vem para o meio"
MC 3,3. Muitos não poderão vir para o nosso meio sem a nossa colaboração
espiritual e material; eu os ouço dizerem: Levantem do vosso canto aconchegante
e venham para o nosso meio. E assim estaremos colaborando para o crescimento deles
e também para o nosso.
Depois do nosso gesto concreto, chega a hora
de não questionarmos mais nada, porque a Semana Santa carregada de seus
significados eternos nos faz abraçar aquilo que nunca passa, como é
emocionante ouvir o "exultet": Que noite tão ditosa! Pois somente
a noite conheceu o momento em que Cristo ressuscitou dentre os mortos. De fato,
ninguém viu, ninguém foi testemunha ocular de tão grande
acontecimento, portanto, nós cristãos jamais podemos duvidar deste
fato histórico, demonstrado pelo sinal do sepulcro vazio. A ressurreição
de Cristo é cumprimento das promessas do Antigo Testamento e do próprio
Jesus durante sua vida terrena, segundo as escrituras, 1Cor 15,3- 4.
Cremos
que de fato o Senhor ressuscitou e isto nos dá segurança e tranqüilidade,
por sabermos que nossa fé não é vã. Segundo São
Paulo: "Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa pregação
e vã também a nossa fé " 1 Cor 15, 14.
A ressurreição
é a confirmação de tudo que Cristo fez e ensinou. Em 1Cor
15.20-22, São Paulo nos diz: "Cristo ressuscitou entre os mortos,
como primícias dos que adormeceram..." Na espera de que tudo isto
se realize, Cristo ressuscitado vive no coração de seus fiéis
e "Saborearemos os prodígios do mundo futuro". Hb 6,5.
Meus
queridos irmãos, não basta crer, precisamos sobretudo nos comprometermos
com o Ressuscitado, como dizia Santo Agostinho: "Não é grande
coisa crer que Cristo tenha morrido, porque nisto também acreditam os pagãos,
os judeus e todos os iníquos; todos acreditam que ele morreu; a fé
dos cristãos é na ressurreição de Cristo".
Às
vezes somos duros de coração, São Gregório Magno nos
diz que : "A razão pela qual tardaram em acreditar na ressurreição
do Senhor, não foi tanto pela fraqueza, mas para nossa futura firmeza na
fé; pois a própria ressurreição demonstrada com muitos
argumentos aos que duvidaram, que outra coisa significa, senão que a nossa
fé se fortalece com estas dúvidas.
Por isto, meus queridos
irmãos, porque buscar entre os mortos Aquele que está entre
os vivos! Não está aqui! Lc 24,5-6
Meu abraço
e minha bênção sacerdotal . Feliz Páscoa!
Pe.
Francisco de Assis Maria Leite - CRSP
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