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O momento mais difícil da catequese infantil é a explicação
do sexto mandamento. Há catequistas que sentem vergonha em
falar dele com as crianças. Outros pensam que o assunto está
ultrapassado, já que a mídia e os costumes estão
cada vez mais liberais com relação ao sexo. Alguns
cometem o absurdo de demonizar prazer e sexo, como se fossem pecados
em si.
O pior é que, para uns e outros, castidade é sinônimo
de não ter relação sexual. O que não
é bem verdade. Há pessoas que não têm
relação, mas nem por isso são castas. O contrário
também é válido. Castidade tem a ver com sexo,
mas vai além dele.
Castidade é integridade, pureza e auto-estima. A pessoa casta
respeita a si mesma, não se deixa usar pelos outros. Preocupa-se
com sua própria saúde, tanto física, como mental.
Por isso, tem cuidado com sua alimentação, higiene,
estética, descanso, lazer, espiritualidade, relações
afetivas...
A castidade é uma atitude de cuidado, amor e respeito da
pessoa consigo mesma. O pecado contra a castidade é a auto-agressão,
com ou sem a colaboração de outras pessoas.
Toda situação que traga danos à pessoa incluindo
aí relações sexuais sem amor e respeito mútuos-
é contra a castidade. Falta de higiene corporal e mental,
abuso de álcool e drogas, direção perigosa,
fanatismo, venalidade, tudo isso é contra a integridade física/moral
da pessoa.
Como vemos, o mandamento resume, em sua formulação,
uma variedade de situações que não podem ser
reduzidas ao sexo fora do casamento. Muitas outras atitudes em si
mesmas boas - comer, beber, divertir-se, malhar - tornam-se desumanas
quando feitas de forma inadequada.
A tradição da Igreja ensina que sexo é bom
entre marido e mulher. Sexo com qualquer um deixa de ser saudável
e pode se tornar um problema.
Ser casto implica aprender a justa medida das coisas e desenvolver
atitudes de equilíbrio, autocontrole e, acima de tudo, auto-estima.
Maria Paula Rodrigues (Transcrito de " O Domingo" , Paulus)
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