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| A Bioética do Bom Cristão |
| ABRIL |
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UM MANUAL QUE VÊ "A PRESENÇA MISTERIOSA DE DEUS
EM CADA VIDA HUMANA"
CLONAGEM:
Não é nossa intenção entrar no mérito
do assunto em todos os aspectos científicos. Entendemos que
é mais importante manifestar algumas observações
de caráter ético e cultural.
Por que se quer clonar o homem?
A "Advanced Cell Technology" diz que o objetivo não
é a criação de um ser humano completo, mas criar
embriões para produzir cédulas básicas para empregar
na cura de doenças". A finalidade seria somente terapêutica.
Palavras vãs!
Na nossa cultura existem alguns termos que inspiram confiança
e têm o efeito de apresentar como bom e válido qualquer
experiência científica conduzida sobre o homem. Se for
um dever progredir no necessário conhecimento científico,
ocorre também se perguntar: a qual preço?
A experiência parou a um estágio de "um punhado
de células embrionárias", assim se referiram às
publicações, por que assim alguns pesquisadores e cientistas
têm interesse que seja conhecido o procedimento.
Um punhado de células básicas capazes de ser utilizada
para curar o homem.
É aqui que é preciso ser frios e precisos, porque o
óvulo fecundado não pode ser considerado como um conjunto
de células mais ou menos especializadas, mas como um ser humano
nas primeiras fases extraordinárias de seu desenvolvimento.
Então para curar um homem é necessário suprimir
um outro; esta é a verdade que não se quer dizer, porque
seria condenável qualquer experiência sobre o embrião.
Para se negar multiplicam-se os termos como: embrião precoce,
pré-embrião, óvulo fecundado, etc.
Até quando não teremos a coragem de deixar claro este
ponto, dificilmente pararão atentados contra a dignidade de
cada ser humano.
ECOLOGIA:
As mudanças do clima colocam em discussão o conceito
de progresso. A vantagem das novas tecnologias, a melhora da economia
e dos processos políticos poderiam ser causa de um aquecimento
global incontrolável. O desafio consiste no agir antes que
seja muito tarde.
Um certo grau de aquecimento é inevitável, mas se tal
tendência não venha ser combatida, nos próximos
vinte anos poderemos assistir a tragédias de proporções
inimagináveis.
Mais tempo deixaremos passar e mais radicais e draconianas deverão
ser as contramedidas a serem tomadas.
FUMO:
A partir dos anos 50 as pesquisas sobre o câncer têm progressivamente
oferecido a consciência dos danos causados que variam segundo
a quantidade de tabaco fumado a cada dia, do modo, dos aditivos componentes,
etc.
Deve-se lembrar que o fumo ataca não somente a quem fuma, mas
também quem respira a fumaça emitida pelos fumantes.
Os efeitos sobre a saúde provocam em primeiro lugar o tumor
pulmonar, cujo principal causador é o cigarro. Ainda deve-se
lembrar a influência sobre o aparelho cardiovascular: nicotina
e monóxido de carbono influenciam negativamente o aparelho
cárdio circulatório, predispondo ao infarto do miocárdio.
Efeitos negativos resultam ainda das doenças bronco pulmonar
crônicas. Devido a crescente documentação deste
e outros danos, também na Itália, a legislação
começou a emitir alguns procedimentos visando defender os não
fumantes, vedando o fumo em determinados locais, nos meios de transporte
públicos, vedando as campanhas publicitárias a favor
do fumo.
Resta, porém, contraditórios o cultivo e a produção
de tabaco sobre o regime de monopólio do Estado como obra de
prevenção.
Do ponto de vista objetivo o uso habitual e com doses relevantes de
fumo, em quanto constitui uma real gravidade para a saúde própria
e de outros, é considerado gravemente imoral.
Além da responsabilidade pessoal é necessário
cobrar o Estado a uma posição de primeira atenção.
Cardeal Dionigi Tettamanzi
TRADUZIDO POR GILBERTO ZANITTE |
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VEJA NO MÊS DE ABRIL/2003:
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